sábado, 21 de setembro de 2013

GOTO, O Barqueiro Noturno do Rio Itararé



Resenha Critica
GOTO, Novo Romance de Silas Correa Leite
GOTO - A Lenda do Reino do Barqueiro Noturno do Rio Itararé
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Os seres humanos me assombram
Markus Zusak

Prosseguindo na sua bela carreira já provada brilhante, arrojada, sempre com surpreendentes idéias novas e fora do comum, o literato premiado Silas Correa Leite lança seu vigésimo livro, e, desta feita um Romance de mais de 400 páginas, denominado GOTO – A Lenda do Reino do Barqueiro Noturno do Rio Itararé. Uma obra literária que evoca a fauna ribeirinha de uma cidade boêmia, Itararé, terra do autor, com seus tantos eméritos contadores de causos do arco da velha, em que um estouvado menino deficiente físico ao ganhar idade fica com a missão de imitar o pai e levar passageiros no barco Faísca de Aladim do lado paulista do Rio Itararé, à uma cidadela no Paraná, Bom José da Versalhada que mais parece uma cabeça de burro.
O menino atiçado, sensível – sensitivo? – começa a baldear além de passageiros comuns a passageiros estranhos, e também começa ganhar mais do que o pai que é barqueiro durante o dia, e começam a acontecer coisas inexplicáveis, surreais, fantásticas, além do Goto, personagem principal do rio, sempre vir, ao raiar de cada manhã com um causo pra lá de interessante, do tipo história que povo conta, numa narração cênica, uma história pra contar pros velhos curiosos e sua platéia pais naquele ermo rural.
Os causos no começo são uma espécie assim de cinema mental dos velhos, depois começam a acontecer coisas, o menino parece conhecer a alma do rio, a alma da canoa, a alma da noite, a alma do lugar, aqueles cafundós. Chega a um termo em que, os causos não se sabe se são do passado, do presente, do futuro, e se ele estaria transportando além de passageiros notívagos, talvez, também almas penadas encalhadas nos desvãos de outros desmundos, que vêm no moço sensível, solícito e puro uma espécie de abridor de corações, destinos, mentes e vidas passadas, e deitam falatório enquanto ele ganha o rio levando a trazendo gente e não gente.
Nessas contações, cada dia um causo, Goto começa a reavaliar a vida, a sondar e criticar os pais, entrando na fase da adolescência e logo ficando jovem, mesmo aleijado, o remo do barco sendo sua sua muleta, nos finca-pés da canoa meio encantada tece sua vida, sua fuga, sua alma-rio. Uma espécie de terceira margem do rio Itararé com um sentido historial. Silas novamente surpreende nesse romance que levou cinco anos para ser elaborado, e os causos do arco da velha surpreendem ainda mais, mais a alma do menino sendo revelada assim como vão revelando, como o rio-alma do lugar para lá de um recanto rural em que o Judas perdeu o All-star.
Você se delicia com o alto estilo peculiar do autor na narrativa garbosa, com os causos que trazem a fala ribeirinha do contador náutico, mais as alegrias e tristezas disso, quando o lugar também começa receber gente que não são dessas paragens. A alma do Goto é exposta, seu sistemático e implicante pai com mão de pardal, sua mãe humilde que adora o filho doente – achando que ele é louco - que fala só por versinhos, e a canoa-imaginação vai singrando profundezas de momentos, almas, situações de conflitos e tudo mais.
Goto é isso: um romance literalmente de peso. O autor faz uma leitura territorial, humana e algo fantástico bem condizente com seu estilo e sintaxe própria, como se o lugar fosse assim uma espécie de encruzilhada de outra dimensão. Goto, feminino de gota, e sua história de vida, um inocente, puro e simples ser humano querendo andar nas palavras, saltar pocinhas nas falas, calcanhar de frigideira, andar de segura peido, e a cobrar além do custo da empreita pela viagem no rio Itararé, também um causo, uma história de lambuja, uma fala mansa para depois seu bico doce retratar empostando voz aos genitores. Silas Correa leite vai narrando as acontecências e lendo a alma-água do menino, pondo o leitor fervoroso a indagar o que é aquela tal contação de todo santo dia, o que realmente GOTO é ou pode ser, o que aquele lugar marcado de curva de rio fez dele, o que ele mesmo sonhou, sentiu, pensou e fez de si mesmo – na alma, no coração, no espírito, no psicossomático por décadas levando e trazendo o que mal sabe o que é ou ao é. A mãe submissa, o pai interesseiro, o rio com altas e marés e a canoa também meio encantada já conhecendo a fala do dono, e vai o romance bem proseado, como se fosse o autor, ele mesmo, uma espécie assim de Goto também.
História com começo, meio e fim, muito bem tramada, gostosa de se ler, densidade narrativa, o estilo todo próprio do autor elaborando um clássico que a obra se tornou, a sintaxe do autor apontando cargas de profundidade, neologismos, palavras recuperadas, situações clarificadas, pertinências e entornos, e mesmo a visita do outro lado do mundo de soldados do imperador, escravos nus, mais aparecimento de moedas franceses do tempo de Debret e Saint Hilaire (que passaram por Itararé) dando tons bonitos ao encorpamento da tessitura do livro.
GOTO ainda vai ser reconhecido como um dos melhores livros lançados por Silas Correa Leite. Jean-Paul Sartre dizia que ninguém é escritor por haver decidido dizer alguma coisa, mas por haver decidido dizê-las de determinado modo. Assim é Silas Correa Leite nessa obra prima que é O GOTO. Bem-vindo à lenda do reino encantado do barqueiro noturno na terceira margem do rio Itararé.
O livro está à venda como ebook ou como livro impresso no site:

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Antonio T. Gonçalves

quarta-feira, 11 de setembro de 2013

Não Deixe Que Te Tirem a Primavera, novo livro de Silas Correa Leite



Livro de Alta Ajuda em Alto Nível


NÃO DEIXE QUE TE TIREM A PRIMAVERA

NOVO LIVRO DO POETA E PROFESSOR SILAS CORREA LEITE

Um livro para ser lido com a alma e compreendido com o espírito inebriado, pois foi escrito com o coração. Um professor escritor, poeta e ficcionista premiado, usando-se da palavra como ferramenta construtivista e sensitiva, e do criar com e energia positiva, em lucidez limpa, trabalha textos inspirados que dão sustentação, vão amparar espiritualmente e tocar sentimentos, corações e mentes. Pois NÃO DEIXE QUE TE TIREM A PRIMAVERA é um livro que fará o leitor repensar a vida página por pagina, rever conceitos com amor, com fé e esperança, enfrentando muito melhor os problemas, as dificuldades, conflitos e situações amargas. Nem sempre se vê lágrimas no escuro, diz a balada romântica. Viver é lutar, disse o poeta. O autor sola silêncios, toca situações revisitadas, e ampara lucidamente pelo que narra em verso e prosa, dando assim suporte para a alma carente em busca de uma saída, uma luz, refrigerando-se a partir da leitura, coroando-se assim com um novo prisma além das enfrentações intimas. NÃO DEIXE QUE TE TIREM A PRIMAVERA tem esse fito primordial: ser uma válvula de escape, ser uma saída emergente, uma busca calorosa e confortante, uma leitura rica. Você nunca mais vai ser o mesmo depois da leitura deste livro. Afinal, diz o próprio autor, “Somos Todos Sementes. Quantos de Nós, Serão Flores & Frutos, e Recriarão Para Sempre, a Eterna PRIMAVERA?
Quando você já não se cabe mais em si, a palavra de conforto é importante. Quando a barra pesada de viver quer provocar arrebentações; esmorecimento, tristeza e dor, você precisa se tocar, se reerguer, expandir horizontes; ganhar forças, meditando, orando, batalhando para então poder ganhar espaços em busca de paz, de luz e de esperança como inteligência da vida. Eis o livro de um autor todo especial, plantador de sonhos no canteiro das escrevivências, que sonha um humanismo de resultados. NÃO DEIXE QUE TE TIREM A PRIMAVERA empolga, acalenta, diz a que veio no sentido primordial de servir e ajudar. Você vai ler e se sentir em casa, se sentir em você mesmo, se sentir de novo em si, ter um sustentáculo de incentivo e da própria palavra empenhada, para, com esperança reviçada prosseguir, remar contra a maré, vencer obstáculos, sair-se de si com grandeza e tentar outra vez que a luta é sempre e, como se diz, às vezes temos mesmo que matar um leão por dia. NÃO DEIXE QUE TE TIREM A PRIMAVERA, tenha essa base narrativa primordial. Este livro veio sendo escrito ao longo de trinta anos, e os textos maviosos já serviram de conforto e incentivo de alta ajuda, em momentos preciosos em que o autor foi tocado a ajudar e se vez valer de suas palavras e narrativas, alguns trabalhos publicados em sites, jornais, revistas, fanzines, blogs, alguns até traduzidos para publicações no exterior, em outras línguas, inclusive. Os textos assim vão nominados como A Força Que Noz Alerta, Voe de Volta Pra mim, Salmo Para Uma Amiga Poeta (escrito as pressas para uma amiga que pensava em se matar) e outros. Leia o Livro. Você se emocionar, vai gostar.
Antonio T. Gonçalves

O livro NÃO DEIXE QUE TE TIREM A PRIMAVERA como ebook ou mesmo impresso, está disponível no site
OU:





sábado, 8 de junho de 2013

O NOVO LIVRO DE DOROTHY JANSSON MORETTI


Pequena Resenha Critica

Instantâneos, de Dorotthy Jansson Moretti
A Poeta Que Também Tem uma Prosa de Doces Memórias

“Só pela arte podemos sair de nós mesmos”

Marcel Proust

Falar da portentosa literatura em verso e prosa da professora e escritora premiada Dorotthy Jansson Moretti, é entrar numa praia vasta de tantos sóis, auroras e crepúsculos, prelúdios e paletas que os próprios méritos curriculares dela já endossam literalmente como doces memórias de um tempo chamado longe, lembrança de momentos, pessoas, alegranças e lugares...

DOROTHY  JANSSON  MORETTI Nasceu em Três Barras, SC, indo morar na cidade de Itararé, SP, aos dois anos de idade. Fez o Curso Primário no "Grupo Escolar de Itararé", hoje chamado "Tomé Teixeira". Continuou os estudos em Castro e Londrina, PR, onde paralelamente lecionou Inglês, graduando-se posteriormente em São Paulo, Capital.

Começou a escrever poesias aos dezesseis anos, fazendo acrósticos em álbuns de recordações de pessoas amigas. Esporadicamente  escrevia artigos para os jornais "O Itararé"(extinto), Tribuna de Itararé e para  "O Guarani". Mudou-se para Sorocaba, SP, em 1956, e nessa cidade publicou durante algum tempo, poesias e crônicas nos jornais locais   "Cruzeiro do Sul", "Diário de Sorocaba" e "Folha de Sorocaba" (extinto). Em 1970 mudou-se para a capital de São Paulo, tendo lecionado Inglês em cinco escolas dessa cidade: No "Colégio Anglicano de Santo Amaro", no "Ginásio Estadual de Vila Leopoldina", no "Colégio Estadual Profa. Marina Cintra", no "Colégio Estadual  Amadeu Amaral", e no "Instituto Mackenzie", onde se aposentou em 1987. É Sócia Honorária da Academia Sorocabana de Letras, pertence à Academia Petropolitana de Poesia "Raul de Leoni", à União Brasileira de Trovadores, e à Casa do Poeta  "Lampião de Gás" de São Paulo, da qual foi Secretária Geral no biênio  1987-1988, bem como do jornal poético da Casa, o "Fanal", onde continua escrevendo poesias e trovas.  Publica, ainda hoje, crônicas e poemas nos jornais de Itararé “O Guarani” e “Tribuna de Itararé”. Tem poemas publicados em jornais, revistas e antologias de alguns estados brasileiros. Participou de inúmeros concursos, alguns internacionais, tendo recebido troféus e diplomas na capital e no interior de São Paulo, e em várias capitais e cidades de outros estados. Recebeu Medalha de Honra ao Mérito no Colégio "Amadeu Amaral", da capital, por ter feito a letra do Hino dessa escola, bem como  o histórico e a poesia em comemoração aos setenta anos de sua fundação, em 1979. Recebeu Diploma de Honra ao Mérito, de Poeta do Mês e de Musicista , na Casa do Poeta, onde colaborava nas reuniões lítero-musicais, declamando poesias, cantando e tocando piano.

Recebeu ainda da Casa do Poeta de São Paulo, diploma e medalha de Sócia Benemérita  "Por seu importante destaque como benemérita defensora da cultura e difusão das Artes Poemáticas" (dizeres textuais do diploma), honraria que muito a sensibiliza. Mudou-se em 1989 para Curitiba, PR, e nessa cidade publicou seu primeiro livro, "Frasco Vazio", pequena seleção de algumas de suas trovas premiadas. Em parceria com o Maestro Gerson Gorski Damaceno, fez a letra do Hino a Itararé, lançado a 28 de Agosto de 1989, como hino oficial da cidade. Na mesma data, aniversário de Itararé, recebeu seu Título de Cidadã Itarareense.  O Elos Clube de Itararé (Comunidade Lusíada Internacional)  concedeu-lhe Diploma de Sócia Honorária, títulos ambos, que muito a sensibilizam e dignificam. Em 1995 voltou a residir na cidade de Sorocaba, SP, onde, no ano  2000,  publicou um livro de sonetos intitulado "Folhas Esparsas",  do qual  em 2006 fez uma 2a. edição;  no ano 2002 publicou um livreto intitulado "Trovas ao Vento”, e em 2006 um outro também de trovas, intitulado  “Chá da Tarde”, que lhe valeu, em 2007, na categoria Poesia, o “Prêmio Anual Sorocaba de Literatura – Categoria Poesia”.    Dorothy ganhou dezenas de outros prêmios de renome, diversas Menções Honrosas, Menções Especiais, ganhou também dezenas de importantes concursos de Trova
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Pois todo esse nada breve preâmbulo, tendo em vista um espetacular currículo fora de série, aqui até resumido, fez parte da participação dela, a Literata Premiada Dorotthy, com causos, historias e crônicas, da Primeira Antologia de Prosa de Itararé, por mim idealizada e editada pela All-Print(SP), o livro ASSIM ESCREVEM OS ITARAREEENSES, quando ela nos honrou com sua maviosa participação. Assim, quando recebi um exemplar de seu belo e novo livro INSTATÂNEOS, Editora Dialeto, Edição 2013, com um magnífico trabalho-técnico-editorial  e belo prefacio do Poeta, Trovador e Conferencista, Thalma Tavares, fiquei muito feliz com a oportunidade de graciosa leitura dessa literatura de primeiro quilate.

O novo livro INSTANTÂNEOS, em bela edição de 160 páginas, tem mais de cinquenta retratos de apanhados de memórias da Dorothy, numa leveza de narrativa que parece que a autora toma o leitor pela mão, e vai contando causos, acontecências singulares, relembrando, tecendo parágrafos, prismas, barulhezas e sacadas de memórias que com sua arte de bem narrar, encantando e cativando, toca o leitor. Ah, a poeta premiadíssima também proseia em alto estilo. Desde muito menino que no meu rincão de Itararé-SP, Santa Itararé das Artes, Letras, Músicas e Imagens, que a conheci, e soube-a declamando poemas, cantando, tocando piano, atriz talentosa, de tradicional família de Itararé, quando fui amigo de seu clã, de seus sobrinhos e amigos admiradores, me tornei seu fã, porque, além da bela e brilhante personalidade de Itararé, um coração de ouro e um talento fora de série, agora também revelado nesses instantâneos, livro com belas imagens e ótimo trabalho editorial, como fotografias de sua sensibilidade colhendo frutos de um tempo chamado longe, retratos de um povo, um lugar, saudosas lembrança que ela nos proseia com garbo, em alto estilo e todo poético nas contações.

Dorotthy é isso: A professora, a pessoa, a artista. Instantâneos é mais um grande livro dela, entre tantos, e a apresenta proseadora de particularidades, imagens e palavras, sentimentos e a qualidade técnico-narrativa de quem sabe o que conta, de quem coloca a alma no que cria, valorando a arte de escrever, o que pincela com sua luz de criadora de mão cheia. Bravo!

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Cyber Poeta Silas Correa Leite
Blog premiado do UOL: www.portas-lapsos.zip.net

sexta-feira, 26 de abril de 2013

quinta-feira, 4 de abril de 2013

ASSIM ESCREVEM OS ITARAREENSES


ASSIM ESCREVEM OS ITARAREENSES
Livro de Prosa de Itararé, Antologia Editada Por Silas Correa Leite – WWW.artistasdeitarare.blogspot.com/

Toda a história de Itararé, desde a sua longínqua fundação (terra doada por Dom Pedro à Marquesa de Santos), foi pautada pela verve criativa de seu povo altivo, alegre, festeiro, cantador e proseador, talvez por influência de imigrantes europeus que aqui aportaram fugindo de uma Europa em crise, e em Itararé acharam um berço esplêndido. Pois Itararé, belíssima cidade de divisa, às barrancas do Paraná, sudoeste do Estado de São Paulo, final do ramal da Estrada de Ferro Sorocabana, recebeu seus viajadores que aqui fixaram raízes, deixaram descendentes brilhantes, deram testemunho de luta e braveza, criando artes gerais também, produzindo humanamente de fotógrafos a pintores, de literatos a cantores, de músicos a personalidades de destaque em todas as áreas, o chamado clã dos “Fanáticos Por Itararé” dando personalidade bela e hilária a esta Itararé - passando de centenária - de agora que amamos tanto, inclusive e principalmente aqui com esse acervo de Literatura Itarareense.



Antologia Literária de Itararé:
Com tantos artistas em seu chão de estrelas, do Maestro Gaya que descobriu e produziu Chico Buarque de Hollanda, a Carlos Casagrande, Ator da Rede Globo de Televisão, ou mesmo Luiz Antonio Solda, cartunista Premiado no São Internacional de Humor de Piracicaba, ou ainda Jorge Chuéri pintor impressionista com prêmios no mundo inteiro, a Edson Marques, ficcionista premiado na Espanha (Prêmio Miguel de Cervantes), ou Maria Aparecida Coquemala, premiada em Portugal e na Itália, passando por Zé Maria Silva o maior contador de Causos de Itararé premiado no Elos Clube-Comunidade Lusíada Internacional, a Silas Correa Leite, Vencedor do Primeiro Salão de Causos de Pescadores (USP) e ainda premiado em Portugal no Concurso de Microcontos Ficção & Fantástico (Edições Simetria), Portugal, estava na hora de Itararé, histórica Estância Boêmia,  pitoresca e bucólica, bonita pela própria natureza, ter seu primeiro livro como um mosaico de prosa em recolhes literais. Ei-lo em contos, ficções, histórias como antologia letral de um tempo, um povo, um lugar. Junto com estes nomes, Gustavo Correa que já editou um livro, José Rodolfo estudante universitário de Letras em Itararé que estréia aqui como promessa, Moacir Medeiros Alves que já editou dois livros, Sebastião Pereira da Costa  consagrado com o livro Não Verás Nenhum País como este (Editora Record, prefácio de FHC) ou ainda Zunir Pereira de Andrade, também já editado com prefácio de Francisco Marins. Uma terra com tantos talentos, merece ter um conjunto de sua obra narrativa como documento de sua produção literária no quesito prosa. Assim Escrevem os Itarareenses

Assim Escrevem os Itarareenses

-Este livro buscou, como projeto de coletânea, reunir escritores de prosa de Itararé, e já foi feliz no achado como um todo: 5 autores com mais de um livro editado (Silas Correa Leite, Maria Coquemala, Edson Marques, Moacir Medeiros Alves, Sebastião Pereira Costa); 5 autores premiados; (Edson, Maria Coquemala, Silas, José Maria), três autores como prêmios internacionais de renome (Edson, Coquemala, Silas), dois autores com um livro editado (Gustavo Correa, Zunir Pereira de Andrade), o estreante José Rodolfo rica promessa, além do convidado especial, Jorge Chuéri, um polivalente talento fora de série (e fora do sério), o maior patrimônio cultural de Itararé, artista de raro destaque e vivacidade fora do comum,  pintor impressionista com prêmios no mundo inteiro (Europa, Ásia, América), no Banco Real de Talentos (Talentos da Maioridade), além de escritor, jornalista, poeta, compositor, boêmio, folião, carnavalesco, comerciante, diretor-fundador de clube, contador de causos, humorista, no popular dizer do cantor Gonzaguinha “Gente mais maior de grande”. Esta obra é também e por isso mesmo uma honrosa homenagem ao Jorge Chuéri, por sua lição de vida, por sua missão de nos enriquecer dele, de nos fazer sorrir, cantar, curtir sua harmonia e luz, sua criatividade, seu salutar bem viver, exemplo de fé, determinação e camaradagem. Jorge Chuéri, com nosso orgulho, o maior artista deste chão de estrelas de Itararé, aqui por isso também muito bem representado em arte letral, em sua justa homenagem.



Contos, Causos, Ficções, Histórias, trabalhos excelentes e premiados (até mesmo em concursos de renome no exterior), narrativas que compõem a gama da arte literária de Itararé ao longo de seus mais de cem anos. Aqui, contações alegres, notadamente históricas, filões tristes ou com bases em estilos  que vão do surrealismo ao realismo fantástico, microcontos, etc., tudo dando uma rica demonstração desta gama que é o oficio letral de escrever e dar depoimento de e sobre Itararé, como um legado feliz de um povo que produz e consome a sua própria cultura. Itararé que é portentosa em acervo de músicos, boêmios (seresteiros de sua famosa fauna notivaga); pintores, atores, cantores, compositores, humoristas – contadores de causos - fotógrafos, historiadores, acadêmicos, portanto sempre muito bem representada no Mapa Cultural Paulista (cujos idealizadores indagam curiosos e surpresos: -“O que é que Itararé tem para ter um enorme e primoroso celeiro de talentosos artistas?”) também o é em Educação, Direito, História, Rádio, Imprensa forte e, como aqui mostra a coletânea “ASSIM ESCREVEM OS ITARAREENSES, Primeira Antologia de Prosa”, Itararé também é além de extremamente produtiva em poetas – já arrolados em assentos de outras excelentes antologias –  aqui se mostra esplendidamente forte tambem com seus prosadores de alto gabarito, mostrando que, sim, Itararé é a capital lítero-cultural (ou artístico-cultural) da região sul do estado de São Paulo. E quem quiser que conte outras. A presente coletânea reúne os melhores contistas, partindo da idéia de começar pelos seus autores premiados, depois os que editaram pelo menos um livro e fora de Itararé, depois, aqui e ali, um achado que, no momento, demonstrasse o estilo todo próprio, singular, mais a qualidade técnico-narrativa, a construção do trabalho, valorando o currículo, o histórico de criatividade que bem representasse o povo, o lugar, suas contações e peculiaridades num registro literário de quilate além da crônica, o que, certamente, será objeto de projeto editorial no futuro, e congregará alguns nome desta obra e ainda dezenas de outros  tantos escritores importantes de Itararé.