segunda-feira, 14 de dezembro de 2015

GOTO, A LENDA DO REINO DO BARQUEIRO NOTURNO DO RIO ITARARÉ,O Melhor Livro de Silas Corrêa Leite


O Melhor Livro de Silas Corrêa Leite

 

O Melhor Livro do Literato Premiado, Silas Corrêa Leite

 

 

Começou a escrever precocemente ainda aos oito anos de idade, descoberto pela professora do Curso Primário, em Itararé, SP, onde foi criado desde os seis meses de idade, terra de seu pai, que foi acendedor de lampiões de gás da cidade quando jovem. Com 16 anos, já garçom de bar, começou a escrever crônicas no jornal O Guarani da cidade. Logo completará 50 anos de jornalismo, tendo textos postados em sites da área como o próprio Observatório de Imprensa do Alberto Dines, depois de ter sido filiado desde 1974 na API-Associação Paulista de Imprensa, de ter feito especialização em Jornalismo na ECA/USP, e de colaborar como livre pensador humanista em mais de 800 links de sites, até no exterior, e mesmo no Pravda da Rússia, entre outros sítios de comunicação, de imprensa, de jornalismo livre.

Vários prêmios de renome, até internacionais, consta em mais de 100 antologias literárias em verso e prosa, também no exterior, e na Fundação Biblioteca Nacional, elogiado entre outros por Álvaro Alves de Faria (Jovem Pan) que o entrevistou, Carlos Nejar e Moacir Scliar (ambos da ABL-Academia de Letras), tendo sido destaque na chamada grande mídia como Revista Época, Folha, Estadão, e mesmo na TV Cultura, Programas Metrópolis e Provocações, e na Rede Band, Momento Cultural, Jornal da Noite, Márcia Peltier, entre outras reportagens e entrevistas como membro da literatura brasileira contemporânea, e tachado por Antonio Abujamra e pelo site Capitu de O Rei da Web.

Autor hoje com 63 anos, de vinte livros, inclusive o ebook de sucesso, O RINOCERONTE DE CLARICE, pioneiro, de vanguarda e único no gênero, onze contos fantásticos, cada ficção com três finais, um final feliz, um final de tragédia e um terceiro final politicamente incorreto, destaque na grande mídia inclusive televisiva, recomendado como leitura obrigatória no Mestrado de Ciência da Linguagem, na matéria Linguagem virtual, na UNIC-Sul, SC, tese de Mestrado na Universidade de Brasília e Tese de doutorado na UFAL.

Seu livro O HOMEM QUE VIROU CERVEJA, Editora Primus, crônicas hilárias de um poeta boêmio, ganhou o Prêmio Valdeck Almeida de Jesus, Salvador, Bahia, seus livros CAMPO DE TRIGO COM CORVOS (Contos Premiados, Editora Design, SC), e Desvairados Inutensílios, (Poesia, Editora Multifoco, RJ) concorreram a final no Prêmio Telecom, Portugal, e seus livros O MENINO QUE QUERIA SER SUPER-HEROI (ROMANCE) e GUTE GUTE, Barriga Experimental de Repertorio, Romance, estão a venda como livros impressos e como ebooks para leitura no Kingle no Site Amazon.

Bacharel em Direito, Professor (Geografia, Historia, Filosofia, Ética e Cidadania), Especialista e Teórico em Educação, livre pensador humanista, com várias extensões e especializações, bolsista pesquisador em Culturas Juvenis pela FAPESP-USP, também publicado no Jornal da USP e vencedor do Primeiro Salão Nacional de Causos de Pescadores, promovido pela USP/Estadão/Parceiros do Tietê, escreve contos, microcontos, romances, crônicas, humor (Silas e suas “siladas”), ensaios, resenhas criticas, artigos, está em todas as redes sociais, além de prefaciar livros, ter sido jurado em concursos literários, ter feito palestras em escolas e universidades, ter constado no Vestibular da VUNESP junto com Machado de Assis e Vinicius de Moraes, tendo seu texto O ESTATUTO DE POETA sido vertido para o espanhol, francês, inglês e russo, e elogiado por professor universitário de língua latina em universidade da Ucrânia. Publicado em sites no Brasil, Chile, Argentina, Portugal, Espanha, Moçambique, Angola, Estados Unidos, Itália, Rússia. Uma vida de luta e tanto. Uma história de vitória e tanto. Uma carreira artístico-literária e tanto. Uma trajetória que daria um romance e tanto. Alguém escreverá sua biografia? Alguém fará um mestrado ou doutorado sua obra fora de série? Um escritor muito além de seu tempo...

Entre seus “leitores cobaias”, ou mesmo entre membros fanáticos por ele, do grupo LEIA SILAS, seus diferenciados livros são admirados, contundentes, tendo recebido ótimas críticas de todos eles ao seu tempo, resenhas publicadas na Internet, sites, revistas, jornais, fanzines, e a questão que se nos resta agora, fechando a questão é praticamente essa: Qual O Melhor Livro de Silas Corrêa Leite? Cada um com seu mote, estilo, redação, linguística, com sintaxe toda própria, Itararé sempre sua Neverland, sua Pasárgada, sua Shangri-lá, sua “Dublin”, e depois de pesquisas, comparações, estilos, análises, críticas, releituras, entre os dez melhores deles, depois os cinco, depois os três, e restou afinal o melhor  livro de Silas Corrêa Leite, já um clássico extraordinário: GOTO-A Lenda do Rino do Barqueiro Noturno do Rio Itararé, 432 páginas, Editora Clube de Autores.

Conclusão:

A história de GOTO tem um inicio simples de começo de romance que depois ganha vulto: um menino ribeirinho, deficiente físico, que pede para o pai para ser Barqueiro Noturno do Rio Itararé, baldeando passageiros da margem paulista do rio, para a margem do estado do Paraná. Simples assim a principio. Pois o menino volta cada manhã com a grana recebida, e também com historias pra contar que ouviu entre as barrancas e as travessias. Causos do arco da velha, entre risadorias, tristices e contentezas pra boi dormir. O pai sisudo e com mãos de pardal, de tromba, começa a por desconfio. Será o impossível? Tem cabimento? Pior, quando o genitor vai levar o quantum recebido ao fim de meses para depositar na Caixa, descobre que muito da grana é do tempo da onça, moedas francesas inclusive, da época que Debret ou Saint Hilaire andaram pelas paragens e lonjuras de Itararé e redondezas, na época dos imperadores.

O menino vai contando os causos, com gestual cênico, feito um cinema mental pra mãe e pro pai na matina, cada um mais cabeludo do que outro, acontecências do passado, do presente, do futuro. Que raio de menino entrando na adolescência é aquele? Que raio de terceira margem do rio tem as correntezas do Itararé, que em tupi-guarani quer dizer “pedra que o rio cavou”. Pedra que no sentido literário quer dizer morte. Morte? Almas? Almas penadas? Quem o jovem, depois taludo, anda levando de uma margem da vida para outra margem de outra vida – “Muito além do vale da sombra da morte”. Segue o livro. O menino deficiente – há pessoas que são aleijadas por dentro, disse John Lennon – conversa com a sua canoa chamada Faísca de Aladim (mil e uma noites?), com o rio, sua muleta, tecendo ramas de prosa, cardume de estrelas na terra e no céu, e assim toca o bonde da história romanceada, a alma nau atrevida, na carroça dos dias, até que o menino já feito homem começa a sondar se tem que dar no pira – mas tem medo de onças – ou se vai morrer ali nos cafundós onde o Cusarruim perdeu o all-star, sonha outros mares, outros rios, outras travessias, sonha filhos herdeiros, árvores de estrelas  e cavalos selvagens, sonha pirilâmpadas e porta-lapsos, sonha desvairados inutensilios, troios perigritantes,  sonha pirâmides e viagens astrais, e segue o historial ora de surrealismo, ora fantástico, num final que se arremessa sem ser exatamente e por natureza narrativa final propriamente dito, como se cada livro louco do autor (Deus usa os loucos para confundir os sábios?) começasse em um e terminasse no outro, com o rapaz já barbudo e cabelo como ninho de corvos, como um espantalho ribeirinho se achando uma mera Gota de água na beira do rio, um GOTO, portanto.

Opiniões (resenhas/resumos) sobre O GOTO

GOTO, Romance, A Lenda do Reino do Barqueiro Noturno do Rio Itararé, de Silas Correa Leite, membro da UBE-União Brasileira de Escritores

Resumo de Três Resenhas Sobre o livro Publicadas na web

1

Numa ótima narrativa bem situada territorialmente e em tessitura de prosa poética, personagens que vão se revelando em aspectos psicológicos e formadores aos poucos, o autor, na parte inicial apresenta o palco iluminado do circo historial todo do território-rio, beiras e margens, pântanos e brumas. E o personagem principal, Ari, que se autonomina Goto, vai contando histórias que colhe dos passageiros do rio e suas travessias, causos que não são desse mundo; e de passageiros navegantes de outras margens, almas penadas, de outras dimensões. Causo por causo, história por "estória", papos de bar, do passado, presente e futuro, como se ali fosse uma transversal do tempo, uma encruzilhada-rio, e assim o menino deficiente físico faz do remo a sua muleta, ou de sua muleta de aleijado o remo, em que, com seu andar de segura peido, seu calcanhar de frigideira, vai saltando pocinhas-histórias, voando nos remos, nas asas do rio, na sua própria imaginação-rio. Passageiros que já estiveram aqui, e o menino-navegador que tem o dom também espiritual-fantástico de fazer as pessoas contarem tudo para ele, começa a trazer moedas de outras paragens, de outros tempos, de épocas de Debret e Saint Hilaire no Brasil e na região de Itararé, que você não sabe qual é o rio e qual o personagem principal, mas vai, evoca, se aprofunda nas correntezas, mas sabe o rio criativo que o autor pincela no romance, cantando sua terra, seu rio que é o mais belo rio que corre por sua aldeia, seu Tejo tropical, particular e infinitamente lírico e, no caso, enlivrado em grande proporção no livro. O guri-ribeirinho, com suas mãos de pardal, suas mãos de água e sua alma-rio, adoece e vem visitas do tempo do imperador, de escravos a bandas de circos franceses antigos (almas de antigos naufrágios?), quando começa a colecionar moedas de gorjetas de uma outra época, como se achasse uma ponte de ouro no fim do arco-íris. E vai por aí o romance em sua narrativa que cativa, abduz, como se o atiçado leitor também tivesse nos finca pés da Canoa Faísca de Aladim, inventariando também as mil e umas noites do menino feito um Goto-Sherazade. - Lucia Camargo Mariano, in:

 http://www.overmundo.com.br/overblog/goto-o-novo-romance-de-silas-correa-leite

2

O menino atiçado, sensível – sensitivo? – começa a baldear além de passageiros comuns a passageiros estranhos, e também começa ganhar mais do que o pai que é barqueiro durante o dia, e acontecem coisas inexplicáveis, surreais, fantásticas, além do Goto, personagem principal do rio, sempre vir, ao raiar de cada manhã com um causo pra lá de interessante, do tipo história que povo conta, numa narração cênica, uma história pra contar pros velhos curiosos e sua plateia naquele ermo rural. Os causos no começo são uma espécie assim de cinema mental dos velhos, depois começam a acontecer coisas, o menino parece conhecer a alma do rio, a alma da canoa, a alma da noite, a alma do lugar, aqueles cafundós. Chega a um termo em que, os causos não se sabe se são do passado, do presente, do futuro, e se ele estaria transportando além de passageiros notívagos, talvez, também almas penadas encalhadas nos desvãos de outros desmundos, que veem no moço sensível, solícito e puro uma espécie de abridor de corações, destinos, mentes e vidas passadas, e deitam falatório enquanto ele ganha o rio levando a trazendo gente e não gente. Nessas contações, cada dia um causo, Goto começa a reavaliar a vida, a sondar e criticar os pais, entrando na fase da adolescência e logo ficando jovem, mesmo aleijado, o remo do barco sendo sua muleta, nos finca-pés da canoa meio encantada tece sua vida, sua fuga, sua alma-rio. Uma espécie de terceira margem do rio Itararé com um sentido historial. A alma do Goto é exposta, seu sistemático e implicante pai com mão de pardal, sua mãe humilde que adora o filho doente – achando que ele é louco - que fala só por versinhos pueris, e a canoa-imaginação vai singrando profundezas de momentos, almas, situações de conflitos. História com  densidade narrativa, o estilo todo próprio do autor elaborando um clássico que a obra se tornou, a sintaxe peculiar apontando cargas de profundidade, neologismos, palavras recuperadas, situações clarificadas, pertinências e entornos, e mesmo a visita do outro lado do mundo de soldados do imperador, escravos nus, dando tons bonitos ao encorpamento da tessitura do livro. - Antonio T. Gonçalves, in:

http://www.midiaindependente.org/pt/red/2013/09/524832.shtml

3

A bela e bucólica cidade histórica de Itararé, claro, santa estância boêmia das artes, aqui, literatura itarareense em seu melhor estilo, a Terra do Nunca feito palco iluminado do autor. No livro, o escritor desfila o bufão do personagem ribeirinho, o menino GOTO, num barco também meio encantado chamado Faísca de Aladim, em que o personagem principal leva e traz passageiros noturnos, cruzando de margem a margem as guirlandas espumosas do rio Itararé, do lado de São Paulo, ermo da periferia rural do município de Itararé, até Bom Jesus da Versalhada, nordeste do Paraná. A leitura da obra, uma viagem. Esse rio... esse barco... esse menino deficiente físico... E os causos hilários, as loucas contações, risadorias por atacado e implicações; falas bizarras (língua bastarda?), tudo acontecendo de acontecer para assim também extrapolar a vazão do rio de divisa de estados, e a imaginação espeloteada (e estrambólica) do navegante com seus dons, falácias, sua inspiração, sua doce e questionadora espiritualidade purgando umidades, estrelas e mesmo a hileia verde do habitat que o protege entre jaós, andorinhas, acrobáticos peixes salteadores e acontecências que não são desse mundo, não estão no gibi. Ah o Goto que meio criança e meio jovem, inocente, puro e besta, viaja na batatinha, na maionese, com seu lado sentidor, pensador, inquiridor, loquaz, já que fala pelos cotovelos, e que tem o dom de arrancar das pessoas tudo o que delas houve em vidas, acertos, errações e problemas. E as margens que oprime o rio, ora bruma, ora cerração, ora turvações propositais. Quem viaja nesse barco-livro é o leitor cativado também, pois o livro-canoa arrebata e leva, numa fruição náutica, narrativa fluvial em prosa que é cativante, sedutora, engraçada e lítero-culturalmente rica, entre causos pra boi dormir, entre remos, barrancos e desconcertezas paraexistenciais, a natureza e sua fauna e flora, mais a atiçada alma humana juvenil levitando, clarificando, sendo arrebatada pelo que ouve, capta, sente, mais o que aprofunda a natureza épica do romance. Na canoa ele pode andar, pelo menos; nos causos ele pode sair de si, voar, ditar os enfoques, gestos, sonoridades, tons e timbres. O pior lugar, lá, qualquer lá, é em si mesmo? O que é verdade, o que é mentira, o que é invenção transgressora e libertária, feito um rebelde de muletas, na terceira margem do rio Itararé? O Goto, a Faísca de Aladim, ou os rios causos navegados e navegantes, até navegadores? - Maria da Gloria L. M. Aranha, in:

http://www.partes.com.br/2013/10/20/goto-o-novo-romance-de-silas-correa-leite/

COMO COMPRAR

Para comprar o Romance GOTO, A Lenda do Barqueiro Noturno do Rio Itararé, de Silas Correa Leite:

Entre no site, cadastre-se, é seguro, e compre, pagando com cartão de crédito, é de confiança, o autor recomenda e garante:

GOTO Romance, Editora Clube dos Autores, Compre pela Web

O livro GOTO de Silas Correa Leite pode ser adquirido pelo site:

www.clubedeautores.com.br/book/151687--GOTO__Romance

Leia o Silas. Leia o Livro.

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Convites para mostras, palestras, congressos, debates, aulas, eventos litero-culturais, saraus, torpedos:

poesilas@terra.com.br

(Primeiro Rascunho, Apontamentos Para Aprovação do Escritor Retratado)

Antonio T. Gonçalves – CULT NEWS – La-goeldi@bol.com.br

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LINKS DE TEXTOS DO Silas Corrêa Leite

Alguns links de Resenhas Literárias de Silas Correa Leite, inclusive em links de sites de Portugal e da  África

http://www.amigosdolivro.com.br/lermais_materias.php?cd_materias=3255

http://www.mallarmargens.com/2015/06/o-feroz-circulo-do-homem-de-carlos.html

http://www.paralerepensar.com.br/paralerepensar/texto.php?id_publicacao=9433

 

 

http://jornalcultura.sapo.ao/dialogo-intercultural/as-putas-tristes-de-gabriel- garcia-marquez

http://homoliteratus.com/author/silas/

https://poetasilascorrealeite.wordpress.com/2009/11/07/romance-a-menina-que-roubava-livros-resenha-critica-de-silas-correa-leite/

http://cartunistasolda.com.br/o-trevisanico-dalton-da-o-tom-morbido-da-escurez-humana/

http://www.incomunidade.com/v36/art.php?art=17

 

ENTREVISTAS SILAS CORREA LEITE

http://www.recantodasletras.com.br/entrevistas/2156096

http://fm.fafit.com.br/podcast/entrevista-com-silas-correa-leite/

http://tvcultura.cmais.com.br/provocacoes/provocacoes-entrevista-o-escritor-silas-correa-leite-bloco-1-

SILAS CORREA LEITE FM VUNESP-SP

Silas Correa Leite [Entrevista 1775]

http://podcast.unesp.br/perfil-30052013-silas-correa-leite

http://www.selmovasconcellos.com.br/colunas/entrevistas/silas-correa-leite-entrevista/

http://www.whohub.com/poesilas

http://www.fernandojorge.com/silas-correa-leite/4524102313

Resenhas:

http://homoliteratus.com/author/silas/

Entrevista a Rodrigo de Souza Leão

http://www.gargantadaserpente.com/entrevista/silas.shtml

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Breve Currículo: Bibliografia:

Silas Corrêa Leite, Ciberpoeta, ensaísta, blogueiro premiado pelo UOL, Professor e Especialista em Educação, Jornalista Comunitário (ECA/USP), diplomado Conselheiro em Direitos Humanos (SP), Coordenador de Pesquisas FAPESP-USP em “Culturas Juvenis”, é autor, entre outros, dos livros “O Homem Que Virou Cerveja”, Crônicas Hilárias de um Poeta Boêmio, Prêmio Valdeck Almeida de Jesus, Salvador/Bahia; “Porta-Lapsos”, Poemas, “Campo de Trigo Com Corvos”, contos premiados, incluído para a final do Telecom, Portugal. Da Estância Boêmia de Santa Itararé das Artes, SP, Cidade Poema, o autor foi premiado em Concursos de renome como “Paulo Leminski de Contos”; Prêmio Literal de Contos Fundação Petrobrás (Curadoria Heloisa Buarque de Hollanda); “Ignácio Loyola Brandão de Contos”; Ficções & Fantástico, “Simetria” (Microcontos), Portugal; Prêmio Biblioteca Mário de Andrade/Concurso de Poesia Sobre SP (Secretaria de Cultura Marilena Chauí); Prêmio Lygia Fagundes Telles Para Professor Escritor; Prêmio Cancioneiro Infanto-juvenil Instituto Piaget (Portugal); foi Vencedor do Primeiro Salão Nacional de Causos de Pescadores (USP, Jornal Estado de São Paulo/Rádio Eldorado/Promoção Parceiros do Tietê), entre outros, e consta em mais de cem antologias literárias em verso e prosa, inclusive na FBN-Fundação Biblioteca Nacional e no exterior. Seu ebook de sucesso, “O Rinoceronte de Clarice”, primeiro livro interativo da rede mundial de computadores, contos fantásticos, cada ficção com três finais, um final feliz, um final de tragédia e um terceiro final politicamente incorreto, por ser pioneiro e de vanguarda, único no gênero, foi divulgado na mídia, como Estadão, JBonline, Poetry Magazine (EUA), Diário Popular, Jornal da Tarde, Revista Época, Revista Ao Mestre Com Carinho, Revista Kalunga, Revista da Web, Minha Revista (RJ), entre outras, e concedeu entrevista aos programas Metrópolis e Provocações (Antonio Abujamra) TV Cultura/SP, ao programa “Na Berlinda” (Canal 21), Programa Imprensa e Cultura (Canal Universitário) e ao Jornal da Noite/Momento Cultural/TV Bandeirantes (Márcia Peltier), entre outros. O ebook, de sucesso (Portal Imprensa),  referência em livro virtual na internet, foi tese de Mestrado na Universidade de Brasília e tese de Doutorado em Semiótica pela UFAL-Universidade Federal de Alagoas, e reco9mendado como leitura obrigatória na matéria Linguagem Virtual, no Mestrado de Ciência da Linguagem, da UNICSUL-SC. Silas está publicado em mais de 800 links de sites. Tem artigos, poemas, microcontos, ensaios literários, resenhas criticas, letras de rock, twitter-poemas, twitter-contos, “Silas e suas “siladas” (humor) etc. publicados em jornais, suplementos de arte e cultura, revistas e fanzines. Por esse handicap líterocultural foi tachado pelo site Capitu como “O Neomaldito da Web”.

LIVROS Livros do Autor Silas Corrêa Leite

-01)-“Raízes e Iluminuras”, Poemas Escolhidos Para a Antologia de Concurso do Prêmio Eduardo Dias Coelho,  Elos Clube, Comunidade Lusíada Internacional, Ano 1995.

-02)-“Trilhas e Iluminuras”, libreto, Poemas, Coleção Prata Nova, Editora Grafite, Ano 1998, Editor Ademir Antonio Bacca, RS.

-03)-“Porta-Lapsos”, Poemas, Editora All-Print, Ano 2005. SP.

-04)-“Os Picaretas do Brasil Real”, Poema Social, Série Cantigas de Escárnio e Maldizer, e-book free Editora Thesaurus, Brasília-DF,  Ano 2006.

-05)-“Campo de Trigo Com Corvos”, Contos, Editora Design, Santa Catarina, Ano 2008, obra inscrita para finalista do Prêmio Telecom/Ficções, Portugal.

-06)- ASSIM ESCREVEM OS ITARAREENSES, Primeira Antologia de Prosa de Itararé, Editora All-Print, São Paulo, Idealizador, Editor e Organizador Silas Corrêa Leite

-07)-“Ele Está No Meio de Nós”, Romance virtual, E-book disponível no site de cultura www.recantodasletras.com.br

-08)-“O Rinoceronte de Clarice”, ebook de sucesso, primeiro Livro Interativo da Rede Mundial de Computadores, único no gênero e de vanguarda, com contos fantásticos, cada conto com três finais, um final feliz, um final de tragédia e um terceiro final politicamente incorreto,  Editora Hotbook, Rio de Janeiro. Foi destaque na mídia (Estadão, Jornal da Tarde, Diário Popular, Revista Época, JBonline, Poetry Magazine (EUA), Revista Kalunga, Revista da Web, Revista Ao Mestre Com Carinho, Minha Revista (RJ), CBN RJ, Programa Momento Cultural/Jornal da Noite, TV Bandeirantes, Márcia Peltier, Programa de TV “Na Berlinda”, Canal 21, Programa Metrópolis, TV Cultura de SP e Programa Provocações (Antonio Abujamra), TV Cultura de SP. E-book recomendando como leitura obrigatória na matéria Linguagem Virtual, no Mestrado de Ciências da Linguagem, na UNICSUL, Santa Catarina, tese de Mestrado na Universidade de Brasília e Tese de Doutorado em Semiótica na UFAL-Universidade Federal de Alagoas, com o Tema: “O Livro depois do livro: a Experiência Literária Hipertextual”. Obra disponível no site: www.biblioteca.universia.net/ - A Tese de Doutorado do ebook (livro virtual) “O RINOCERONTE DE CLARICE”, contos surrealistas e fantásticos, está disponível atualmente no link do site:  http://bdtd.ufal.br/tde_busca/arquivo.php?codArquivo=197

-09)-“O Homem Que Virou Cerveja”, Crônicas Hilárias de Um Poeta Boêmio, Editora Giz/Primus, SP, Prêmio “Valdeck Almeida de Jesus” (Salvador, Bahia), Ano 2009

10)- “BUBOS TRANSVERSOS” Poemas e Deconcertezas – Abril, 2013 - Pela internacional Editora Bookess, disponível free no link http://www.bookess.com/profile/poesilas/books/

11)-DESVAIRADOS INUTENSILIOS, Poemas do Mundo da Web, Editora Multifoco, Rio de Janeiro, 2013

12)- ESTADOS DA ALMA, Acordes Dissonantes de "Mins", pelo site de Portugal WWW.carmovasconcelos-fenix.org/Escritor/silas-correa-leite-02.htm

13)-GOTO, Romance, A Lenda do Reino do Barqueiro Noturno do Rio Itararé, 2014, Editora Clube de Autores – www.clubedeautores.com.br

14)-TROIOS PERIGRITANTES, Microcontos, 2014, Editora Clube de Autores

15)-O TAO DA POESIA, Poemas na Linha de Tao, 2014, Editora Clube de Autores

16)-NÃO DEIXEM QUE TE TIREM A PRIMAVERA, Livro de Alta Ajuda, 2014, Editora Clube de Autores

17)-PIRILAMPADAS, Poemas Infanto-juvenis, Editora Pragmatha, 214

18)-SURTAGENS, Microcontos, Editora Tinta Livre, ebook: in http://www.tintalivre.com/surtagens?search=Surtagens

19)-O MENINO QUE QUERIA SER SUPER-HEROI, Romance Infanto-juvenil, 2014, Amazon, ebook:  http://www.amazon.com.br/MENINO-QUE-QUERIA-SUPER-HER%C3%93I-Infantojuvenil-ebook/dp/B00K9EECBK

Livro a ser lançado em breve:

-GUTE GUTE, Barriga Experimental de Repertório, Romance Infantojuvenil, aprovado pela Autografia Editora, Rio de Janeiro

 

Breve Fortuna Critica Resumo (Fragmento)

“Silas Correa Leite é um poeta criativo. A sua narrativa é de uma linguagem de hoje. Sua construção poética começa pelo título do livro ‘Porta-Lapsos’ Poemas. Um poeta que sabe desse oficio de escrever poemas com uma linguagem poética cativante” Jornalista e Poeta Álvaro Alves de Faria, Rádio Jovem Pan de SP

 “Quem lê Silas C. Leite jamais esquece. Adora sua loucura-lucidez, seu talento e estilo todo próprio de dizer na lata o que lhe cabe como metáfora” Ana Carolina Xavier, Jornalista/CMI Noticias, SP

Silas Correa Leite; belo nome, tem algo de astronauta. Nome que fica no ouvido. Com um nome assim, porque é uma dádiva, tem que pagar a dívida com belas obras. António Cabrita, Escritor, Moçambique, África.

Silas, sua poesia muitas vezes funciona como um chute na canela – desses que estão a dizer-nos, desperta ô cara! – é de uma originalidade a toda prova. Araken Passos Vaz Galvão Sampaio, Cineasta, Historiador, Literato, Valença, Bahia.

Caro poeta Silas Correa Leite Muito lhe agradeço o envio do Estatuto de Poeta em Russo. A impressão é que o Estatuto tenha sido originalmente escrito em russo! Nem se fala do texto em si que expressa, de modo sintético e inspirado, uma massa de detalhes relativos ao nobre trabalho de um poeta. Boris Vardanian, professor das línguas espanhola e portuguesa (Ucrânia/Lvov)

“Os internautas ganham a possibilidade de escolher um final de 11 contos que integram o livro de ficções Virtual, O Rinoceronte de Clarice” Diário Popular (SP) Caderno Informática, fragmento

 “Escritores do Brasil liderados pelo Poeta Silas C. Leite, manifestam-se contra o fim do jornal literário Nicolau do Estado do Pr” - Folha de SP Caderno Folha Ilustrada, fragmento de reportagem

Caro Silas: terminei seu livro hoje pela manhã, é realmente uma escrita muito bem cuidada, pautada no apego a uma língua paternal; língua média que se coloca entre o sábio interiorano e o leitor, cheia de estranhezas e de formas inteligentes... uma língua bárbara!  Jediel Gonçalves-Freydier brasileiro, trabalha na Université de Provence Aix-Marseille. É “écrivain, professeur de littérature, critique littéraire et traducteur”.

“O ebook de sucesso ‘O Rinoceronte de Clarice” de Silas Correa Leite, oferece ao leitor a possibilidade de escolher o melhor final dos contos que mais lhe agradem” Jornal da Tarde (SP), Caderno Variedades

“Campo de Trigo Com Corvos’ é um livro de contos no belíssimo palco boêmio de Itararé. Linguagem típica com surrealismo e mesmo o realismo fantástico do autor. Técnicas, voos, criações, enlevos, símbolos de perplexidade” Lúcia Camargo Antunes, Mídia Independente, SP.

“O que chama a atenção no texto de Silas Correa Leite é o prazer que o autor sente em narrar, prazer este que se transmite ao leitor como um forte apelo - o apelo que se espera da verdadeira literatura. Estamos diante de uma inegável vocação de escritor”. Moacyr Scliar

Silas Correa Leite é desses autores que tu lê e pensa: "Como esse cara escreveu isso? Daufen Bach. http://sociedadedospoetasamigos.blogspot.com/2012/02/silas-correa-leite-poeta-escritor.html

Silas Corrêa Leite é, sem sombra de dúvidas, um dos mais originais escritores deste Brasil pós-moderno. Autor de numerosas obras em verso e prosa, possui sua própria, peculiar e inconfundível visão de realidade, que vem manifestando de maneira socrática: com ironia, coragem, irreverência. Oleg Almeida, Escritor Russo radicado no Brasil. Fragmento de entrevista do autor à revista lusobrasileira “Revista eisFluências”

“O Rinoceronte de Clarice, de Silas Correa Leite (...) Um ebook interativo. São 11 contos com três opções de final para cada um. O leitor pode escolher como a história acaba, de acordo com o humor do momento”  Revista Época, Reportagem sobre e-books e tecnologias modernas para a literatura

 “O autor lançou recentemente Porta-Lapsos, denso  livro de versos, palavras e situações. Belas histórias, para se ler em somente uma madrugada. Estamos falando de Silas Corrêa Leite, Rodrigo Capella, Roteirista, Escritor, Palestrante

 

Itararé... Um palco... estrelas caíram do céu e iluminaram Itararé... Mestre Silas, minha profunda admiração ao poeta que se firma como ser humano pelo lindo trabalho que faz com a palavra: "Sois alquimista" – Sandra Raposo Tenório, Professora de Literatura na FAAP-SP

Amigo Silas Correa Leite, li e reli seu ótimo livro, Desvairados Inutensílios. Me encantei. Não que não conhecesse o seu talento, pois há tanto tempo que o admiro. Mas é que cada novo poema, cada nova “brincância”, cada nova recordação do tempo de menino... parecem saltar diante da gente pela primeira vez. É tudo novidade. Há páginas que choram e fazem chorar. Há outras em que o humor escorre em cascata de gargalhadas. E tome filosofia da maneira mais simpática divertida nas suas “siladas”! O seu livro é realmente um prazer, caro amigo Poeta. Deliciei-me, comovi-me, meditei, adorei! Que a sua querida musa, seu “trevo de quatro folhas”, prossiga a inspirá-lo sempre para as mais belas jornadas através dos deliciosos meandros de nossa amada Poesia! Com sinceros agradecimentos e a admiração da amiga de sempre. Dorothy Jansson Moretti, SP, Escritora Premiada, Professora, Jornalista, Autora de Instantâneos, Crônicas

Caro Silas, comecei a ler o "Desvairados Inutensílios". Estou gostando muito. Achei muito nobre de sua parte as homenagens prestadas a seus queridos pais, que, com certeza, do outro lado, devem estar muito felizes por você. A nossa cidade natal, a querida "Itararé das Artes", também deve estar muito orgulhosa de seu filho o poeta Silas Correa Leite, pelo seu trabalho e pelo amor a ela demonstrado em suas obras. Parabéns e um grande abraço. Lauro Ribas Rolim

“Silas Corrêa Leite, Poeta com P maiúsculo, autor do belo e poético romance “O Goto, A Lenda do Reino do Barqueiro Noturno do Rio Itararé” (...); autor do originalíssimo “DESVAIRADOS INUTENSILIOS”, Poemas, onde o talento de poeta fulgura como um diamante luminoso num veludo negro(...). – Fernando Jorge, Escritor e Jornalista – www.fernandojorge.com

Silas Amigo/Poeta: Tocou-me o forte e inventivo poema seu (em minha homenagem, chamado “Acervo Lastro” in, Porta-Lapsos, Poemas ) Muito grato. Somos ícaros, sim, nós que escrevemos e somos escritos. Fiquei maravilhado pela sua lucidez(...); também pela sua extraordinária e iluminada crítica de meu livro ( "Um circulador de alucilâminas salmando escombros humanus em estrofes de prosa poética da cor púrpura"; resenha luminescente de Silas Corrêa Leite, no link http://www.letraselvagem.com.br/pagina.asp?id=337) onde senti lucidez e conhecimento. O abraço afetuoso do Carlos Nejar.

 

 “Os trabalhos em prosa de Silas Corrêa Leite são cênicos, fílmicos...” João Silvério Trevisan/Balaio de Textos/SESC

“Eu assinaria embaixo de seus microcontos” – Ignácio de Loyola Brandão

“A Estância Boêmia de Santa Itararé das Artes, Cidade Poema, Terra do Nunca, é como o autor se refere ao cenário de toda a mágica e contagiante história de Goto, romance engenhoso e excêntrico. Neste livro-labirinto, tudo se inicia nas contações inusitadas de Ari, um menino intrigante. O menino é um sonhador que, durante o decorrer da leitura, ajuda o pai no seu ganha-pão, trabalhando à noite, levando pessoas misteriosas à outra margem do Rio Itararé no seu barco mágico. O menino é literalmente uma fenda temporal. Depois do trampo, cansado, sujo, deficiente, ainda arranja tempo para cuidar da mãe, e contar para o pai as narrativas mirabolantes cada vez mais esquisitas que vinha aprendendo com seus supostos viajantes. A partir daí, a história se adentra no mundo da fantasia, e cada conto do menino dá a parecer que o leitor embarca numa peça de teatro, depois num filme vintage, ora entra num conto de fadas desconcertado. Com toda a trama se desenrolando, como gato brincando com novelo, Goto te impressiona, te conquista e desperta em você a vontade de correr à casa do autor e bater palmas. Não se enganem os leitores em achar que este místico romance é apenas um livro, pois estou certo de que seu algo a mais corresponde a uma obra de arte impressionante e contagiante! Resumo de breve resenha de Lucas de Lazari Dranski – 15 anos, poeta, escritor, blogueiro, de Itararé-SP

Jornalista e Poeta Álvaro Alves de Faria (Jovem Pan): “Silas Corrêa Leite, me permita chamar você de amigo. Você me fez chorar. Li o que você escreveu sobre o meu livro “O Tribunal” (Editora Letra Selvagem, Romance), fiquei comovido. Você foi muito generoso comigo (...) Escrevi o livro com 24 anos de idade, publicado em 1971 virou filme longa-metragem com o nome "Onde os Poetas Morrem Primeiro". O livro volta agora tanto tempo depois (...) Acredite, meu amigo, você me comoveu. Um texto que só poderia ser escrito por um poeta como você. Peço licença para colocar seu texto no meu site, depois do lançamento. Grande abraço. Obrigado Álvaro Alves de Faria”

Sobre CAMPO DE TRIGO COM CORVOS, Contos Premiados, ALGUNS SÍMBOLOS DA PERPLEXIDADE – Editora Design, Brasil, Finalista Prêmio Telecom Portugal

O título, sumamente concreto e substantivo, impele ostensivamente para zonas sensoriais e pictóricas. No entanto, “Campo de Trigo com Corvos” não é mera reprodução do quadro de Van Gogh onde o trigo, amarelo, eivado das chamas loucas do pintor, escorraça de seu seio o bando negro dos corvos. No livro, muito para além dos afugentados, corvos há que permanecem pairantes ou, mais ainda, baixando ao rés do solo jogam-se contra as pessoas provocando a clivagem. E esta fórmula aproxima os textos de uma realidade mais humana(...). Mas, na arte de contar estórias, e é um pouco do que se trata aqui, o texto recorre globalmente a técnicas específicas da pintura. Designadamente, dos seguintes modos: Os fatos sucedem-se em tom linear, contíguos ou adjacentes, em direção a um desfecho, previsível ou não, podendo-nos apropriar neste caso da imagem do rio que decorre e atravessa a paisagem rumo à foz. A disposição da narrativa procede à colocação ou disposição de cenas paralelas, quadros que se encostam na vertical, ou na horizontal, às vezes na diagonal. Lembrando um pouco os vitrais medievais que ainda hoje se encontram nas catedrais. Postado na posição do personagem, o narrador reavém e sintetiza em frases-cristais largas faixas de vida transcorrida. São parágrafos breves, como riscos impressionistas e apressados, que intentam ou ensaiam remover um vulto de episódios para um mínimo centro, na vã tentativa de os aprisionar.(...). Por outro lado, mais do que abordagens textuais que imitam técnicas fílmicas ou de vídeo, nota-se um apropriar de materiais atinentes ao teatro. Desde logo, na encenação criteriosa e fiel de palcos que suportam os personagens, a reconstrução de sítios, locais, ambientes ou atmosferas.(...) Alguns títulos, algumas frases, preparam para ocorrências posteriores do conto. É uma espécie de levantar do véu, destapar de roupas femininas, jogo de sedução e permeio. Que muitas vezes pode desaguar num dos recursos anteriores, anulando ou aparelhando os efeitos: o imprevisto. Mas, o mais robusto de todos os recursos é o golpe-de-teatro. Repare-se que a própria palavra de que vimos falando integra a nova palavra, esta, aliada a golpe. Quando tudo se encaminhava no rumo certo, quando a rotina ou a monotonia se estavam solidificando, eis que de supetão tudo se desmorona, tudo se transtorna, ficamos submersos nas estrias que estouraram sobre nossas cabeças, fica tudo de pernas ao ar, a mesa, a casa, o livro, o corpo, a mente. Apesar de usado e abusado, o conto produz-se hoje em doses avulsas. A despeito de sua condenação, final da história e seus componentes-trave: narração, tempo e espaço, decretados pelo noveau-roman(...). Não basta hoje dispor magnanimamente da arte de contar. Não basta, como a Silas Corrêa Leite, ser um domador de estórias. É condição, ainda e nomeadamente, inventar histórias, seu entrechocar, prover à invenção de uma “história nova(...) Existe a história que é canto, beco e síntese(...). Existe a história que se traduz inteira e integral (...). Existe a que se senta na paragem, recusa avançar de momento e aguarda o porvir(...). Existe a história que se metamorfoseia em lenda, veste-se mágica, irreal (...). Existe a história contida, espelho de deserto dos tártaros, com tempestade iminente mas que não desaba em “Campo de Trigo com Corvos”. Mas todo livro é ou pretende ser uma obra literária. E é só isso que importa. Obtê-lo, consegui-lo, é todo o mérito e o valor acrescentado possível. Também aqui se obteve largamente esse desiderato. Observemos alguns dos meios. Ou fins. Deitando mão de uma linguagem que, afora o popular, o linguajar, a gíria, agarra os elementos específicos de dialetos, sintaxe indígena, eivando a escrita de vocábulos originados do tupi. Exercitando uma experiência genialmente rasgada noutros países de língua de expressão portuguesa por Mia Couto e Luandino. Dando o braço à metáfora, à imagem em novos moldes, revitalizando os textos. E desse modo obtendo o viço, a chispa, o engaste de muitas frases. Alongando a metáfora, expandindo-a, cingindo-a a personagens inteiros ou à globalidade do conto. Metáfora que se transforma em alegoria (...) E neste particular merece realce a intensa e não pretensa construção de novos vocábulos. Fruto de tentativas ou abordagens díspares. Usando a colagem, a composição, errônea em aparência mas sempre imprevista, como no caso de “esposa-vítima”, “vento-coisa”, “nuvem-lesma”, “instante-trevas” ou “lebre-dor”. Recorrendo à síncope, como se verifica em “marra” e “garra”. Provocando a junção, de que poderemos enunciar “enfebre”, “nágua” e “cinzazul”. Adstringindo a preposição, prefixada, em “de-vereda”, “de-assim” e “de-primeiro”. Neste campo, de trigo literário, em que muitas letras são corvos, entendo que o mais subtil e profundo recurso resulta do germinar de vocábulos novos, que estimulam os acordes da sintaxe, da fonologia e da morfologia. Realizando cambiâncias, muito pouco vistas e nada pouco inesperadas. Ousando obter o substantivo a partir do verbo, do adjetivo, ou mesmo do próprio substantivo. Obtendo ligas que só ao alquimista são permitidas (...). Do inúmero número de vocábulos em que se verifica um processo de alteração da categoria sintática, ou manutenção sintática por força de novo vocábulo, quer por ação da base quer do derivado, topamos estas nominalizações deverbais: “acontecência”, “havência”, “pertencimento”, “andação” ou “conhecença” (...) Recuando: perante o impasse da estória, notória se torna a premência da exploração de técnicas e moldes e dados inovadores. Porque não basta à ficção reproduzir a realidade ou ser espelho do real. Isso já se fez ou é horta de outras artes. Da perícia autoral depende a superação do real. Mais: a sua subversão(...) E já que entramos na corrente, deveremos referir a mais ousada ousadia presente neste livro. Algo que apelidaríamos de transrealismo. Obter do texto a superação do real, a sua mistificação, submeter e soterrar normas, o erigir de um outro real. Falávamos de artes plásticas. De artes cênicas. De linguística. E, sobretudo, de arte literária. E corrente. Literária, claro, mas não só. Tudo muito apreciado. Mas então, e a vida? Porque é o sangue dela que muitos pretendem, ou preferem ver escorrer das letras dos livros. Diria: Existe, como metáfora da terra, e dela, a vida, um extenso campo de trigo. E pequenos pontos negros no meio do trigo, os corvos. Este é o palco, é aqui que tudo decorre. Com o sol por testemunha ou sob o céu noturno. Os pequenos pontos negros por vezes exaltam-se. Rebelam-se. Ficam loucos. Pode dar na destruição de todo o enorme campo. De trigo. E é assim que a vida se eleva (mesmo quando derrubada). Porque ela é em simultâneo

Luz e escuro

Branco e negro

Gozo e dor

Água e fogo

Campo de Trigo e Corvos.

Antero Barbosa – Literato de Porto, Portugal (Poema, Ficção, Ensaio). Licenciado em Estudos Portugueses, Diretor de Escola de Ensino Superior. Crítico Literário, autor dos livros “Contextos” (Contos) e  “Ramos e de Repente (Poemas). Prêmio de Poesia Brétema, 1990, e Prêmio Trindade Coelho, 2005.

Silas Correa Leite no Jornal PRAVDA da Rússia

No site do Jornal PRAVDA da Rússia, no link http://port.pravda.ru/sociedade/cultura/02-09-2015/39379-vira_latas-0/ internautas do mundo inteiro podem acessar e ler a resenha critico-literária do premiado escritor Itarareense, Silas Corrêa Leite (...) O link da internet aponta para comentários literoculturais do autor Itarareense sobre o novo livro do professor universitário Adelto Gonçalves, 'Os Vira-Latas da Madrugada'

Silas Corrêa Leite começou a escrever para o jornal O Guarani em 1968, com 16 anos e apenas o curso primário, quando ainda era garçom de bar(...) Migrando para SP em 1968, voltou a estudar, sempre escrevendo, colaborando com o jornais de Itararé. Depois de formado, ganhou prêmios de renome, vencedor do Primeiro Salão Nacional de Causos de Pescadores, promovido pela USP-Universidade de SP, que foi reportagem no Jornal O Estado de São Paulo e na Rádio Eldorado(...) Ganhou outros prêmios, inclusive no exterior, constou em mais de 100 antologias literárias em verso e prosa, até internacionais, com textos publicados também no Jornal Correios do Brasil, Observatório de Imprensa, Mundo Jovem, Trem Itabirano, e mesmo em fanzines, suplementos culturais e revistas eletrônicas no  Brasil, na Europa (Portugal, Itália), na África (Angola, Moçambique), América (EUA, Argentina, Chile), sempre promovendo causos e acontecências de Itararé. Também foi destaque em todas as redes sociais, e mesmo na mídia televisiva, como TV Bandeirantes, TV Cultura, Canal Universitário, GNT, e ainda no Diário Popular, Jornal da tarde, Revista Época, Revista Ao Mestre Com Carinho e outros veículos de comunicação. Foi ainda destaque no Vestibular de Letras da FAFIT de Itararé, e no vestibular da VUNESP-SP, além de premiado no Mapa Cultural Paulista, representando Itararé. Jornal O Guarani - http://www.jornaloguaraniitarare.com.br/blog

 

LETRAS-RESENHA CRÍTICA

‘Goto’, Um Romance Pós-moderno                                                                                                             Resenha de Adelto Gonçalves (*)

                                                        

            Itararé, pequena cidade do Estado de São Paulo na divisa com o Paraná, ganhou notoriedade à época do movimento civil-militar de 1932 em que a alta burguesia paulista, desalojada do poder em 1930, tentou, de maneira desastrada, afastar pelas armas o regime instaurado igualmente à força por Getúlio Vargas (1882-1954), fazendeiro gaúcho que soube galvanizar o ressentimento das demais unidades da Federação contra a chamada política do “café com leite”.

Como se sabe, desde o advento da República, capitalistas paulistas e mineiros, praticamente, tinham o monopólio dos benefícios e benesses que a União poderia oferecer, usufruindo-os à exaustão, enquanto os demais Estados chafurdavam no subdesenvolvimento, quase todos entregues à espoliação promovida por suas oligarquias locais.

Em 1932, deu-se então o episódio da projetada batalha de Itararé, “aquela que não houve” porque as forças de um lado e de outro concluíram que não valia à pena levar adiante aquela guerra fratricida, com a capitulação das elites paulistas, que já haviam sido derrotadas em 1930, com o afastamento abrupto do presidente Washington Luiz (1869-1957). O episódio foi utilizado, de maneira jocosa, pelo jornalista, humorista e escritor Apparício Fernando de Brinkerhoff Torelly (1895-1971), conhecido por Apporelly, que passou a apresentar-se sob o falso título de nobreza de barão de Itararé.

Obviamente, o que houve foi uma conciliação de interesses, que permitiria a Vargas levar até 1945 um projeto de governo autoritário e populista que haveria de flertar ostensivamente com o fascismo e o nazismo, até a virada em favor dos Aliados (Estados Unidos, Reino Unido e União Soviética) que se opunham aos países do Eixo (Alemanha, Itália e Japão). Hoje, sabe-se, porém, que a história oficial escondeu que houve mortos de lado a lado em Itararé, entre os invasores gaúchos e os resistentes paulistas.

I

Mais de oitenta anos depois, a bucólica Itararé agora entra pela porta da frente da Literatura Brasileira e ganha foro comparável ao do Yoknapatawpha County de William Faulkner (1897-1962) na literatura norte-americana, e de Macondo de Gabriel García Márquez (1927-2014) e de Santa Maria de Juan Carlos Onetti (1909-1994) na literatura latino-americana. A paulista Itararé é o palco das aventuras contadas por Aristides, ou Ari, ou ainda Goto, personagem do romance Goto – o reino encantado do barqueiro noturno do rio Itararé (Joinville-SC, Editora Clube de Autores, 2014), de Silas Correa Leite (1952).

                                               II

Obra do século XXI, em que toda a coerência formal da narrativa já foi desrespeitada, Goto surge como romance pós-moderno, ou seja, é fragmentado, desintegrado e de linguagem rebelde, assumindo-se como não-romance ou anti-romance, ao romper com as fôrmas literárias do Romantismo e do Modernismo, como diria o insuperável professor e ensaísta Massaud Moisés (1928).

Afinal, o barqueiro, em seu trabalho de levar gente de uma margem para outra do rio Itararé, contava para o que ouvia, mas falando na primeira pessoa, exatamente do mesmo modo como havia ouvido o caso.  Com isso, o romance adquire também um sentido polifônico, ou seja, composto por muitas vozes que não a do autor, tal como definiu o crítico literário e filósofo da linguagem russo Mikhail Bakhtin (1895-1975), ao analisar a obra de Fiódor Dostoiévski (1821-1881). É nesse sentido que se pode dizer que Goto alcança o status de pós-moderno.

II

De fato, dono de um estilo inconfundível, Silas Correia Leite é, no dizer do poeta bielo-russo-brasileiro Oleg Almeida (1971), um dos mais originais escritores deste Brasil pós-moderno, com uma visão da realidade que se manifesta de maneira socrática: com ironia, coragem e irreverência. E isso o leitor constata com facilidade logo nas primeiras linhas deste romance permeado por “causos” contados pelo barqueiro de Itararé, como o do ancião analfabeto que assinava havia mais de 50 anos um jornalão do Rio de Janeiro apenas porque precisava de papel farto para embrulhar a carne de seu açougue.

Além dos “causos” contados em linguagem caipira, há o depoimento em que Goto, espécie de alter ego do autor, conta as agruras pelas quais passou nas mãos dos esbirros da ditadura civil-militar (1964-1985) que tanto infelicitou a Nação brasileira:

“Era o regime de exceção. Era o arbítrio. Eu mesmo senti na pele a dor crucial dessa época (....). Pendurado num pau de arara, sem água, sem luz e sem pão, eu  não podia dizer muito porque nunca tinha atentado contra ninguém, minha única arma era a palavra escrita e falada, porque eu era bom de dialética e sabia ocupar meu espaço denunciando, reclamando, pedindo por eleições diretas e o fim das insanidades palaciais. Se eu soubesse muita coisa, de qualquer maneira, confesso que jamais contaria, eu não era um alcaguete e sabia suportar pressões. (Mas apanhei muito. Várias vezes. Quase morri. (...).”

                                                           III

            Silas Correa Leite, educador, jornalista comunitário e conselheiro em Direitos Humanos, começou a escrever aos 16 anos no jornal O Guarani, de Itararé-SP. Migrou para São Paulo em 1970. Formado em Direito e Geografia, é especialista em Educação pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, de São Paulo, com extensão universitária em Literatura na Comunicação na Escola de Comunicações e Artes (ECA), da Universidade de São Paulo (USP). É autor também, entre outros, de Porta-lapsos, poemas (Editora All-Print-SP), Campo de trigo com corvos, contos (Editora Design-SC), obra finalista do prêmio Telecom, Portugal, 2007, e O homem que virou cerveja: crônicas hilárias de um poeta boêmio (Giz Editorial-SP), Prêmio Valdeck Almeida de Jesus, Salvador-BA, 2009.

Seu e-book O rinoceronte de Clarice, onze ficções, cada uma com três finais, um feliz, um de tragédia e um terceiro final politicamente incorreto, por ser pioneiro, foi destaque em jornais como O Estado de S.Paulo, Diário Popular, Revista Época, Revista Ao Mestre Com Carinho e Revista Kalunga e na rede televisiva. Por ser único no gênero e o primeiro livro interativo da Rede Mundial de Computadores, foi recomendado como leitura obrigatória na disciplina Linguagem Virtual no Mestrado de Ciência da Linguagem da Universidade do Sul de Santa Catarina. Foi tema de tese de doutorado na Universidade Federal de Alagoas (“Hipertextualidade, o livro depois do livro”).

Silas Correa Leite recebeu os prêmios Paulo Leminski de Contos, Ignácio Loyola Brandão de Contos; Lygia Fagundes Telles para Professor Escritor, Prêmio Biblioteca Mário de Andrade (Poesia Sobre São Paulo), Prêmio Literal (Fundação Petrobrás), Prêmio Instituto Piaget (Lisboa, Portugal/Cancioneiro Infanto-Juvenil); Prêmio Elos Clube/Comunidade Lusíada Internacional; Primeiro Salão Nacional de Causos de Pescadores (USP), Prêmio Simetria Ficções e Fantástico, Portugal (Microconto), entre outros. Tem trabalhos publicados em mais de 100 antologias e até no exterior (Antologia Multilingue de Letteratura Contemporânea, Trento, Itália; e Cristhmas Anthology, Ohio, EUA). Acaba de publicar pela Editora Pragmatha, de Porto Alegre-RS, Pirilâmpadas, poesia infanto-juvenil.

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Goto – o reino encantado do barqueiro noturno do rio ItaraRé, de Silas Correa Leite. Joinville-SC: Editora Clube de Autores, 432 págs., 2014. Site: www.clubedeautores.com.br

E-mail: poesilas@terra.com.br

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 (*) Adelto Gonçalves é doutor em Literatura Portuguesa pela Universidade de São Paulo (USP) e autor de Os vira-latas da madrugada (Rio de Janeiro, José Olympio Editora, 1981; Taubaté, Letra Selvagem, 2015), Gonzaga, um poeta do Iluminismo (Rio de Janeiro, Nova Fronteira, 1999), Barcelona brasileira (Lisboa, Nova Arrancada, 1999; São Paulo, Publisher Brasil, 2002), Bocage – o perfil perdido (Lisboa, Caminho, 2003), Tomás Antônio Gonzaga (Academia Brasileira de Letras/Imprensa Oficial do Estado de São Paulo, 2012), e Direito e Justiça em Terras d´El-Rei na São Paulo Colonial (Imprensa Oficial do Estado de São Paulo, 2015), entre outros. E-mail: marilizadelto@uol.com.br

http://www.escritas.org/pt/n/t/38895/resenha-de-goto-romance-por-adelto-goncalves-doutor-em-literatura-da-usp

 

sexta-feira, 21 de agosto de 2015

Separada e Dividida, Romance de Clelia Gorski


Breve Resenha Crítica

“Separada & Dividida”, o Romance-twister de Clélia Gorski

 

Aprendi com as primaveras a deixar-me cortar

e a voltar sempre inteira. -  Cecília Meireles

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Clélia Gorski é uma mulher extremamente bonita e refinada, nascida em Itararé, SP, jornalista, publicitária, com conhecimentos e vivências nas áreas de apresentadora, repórter, editora, produtora, assessora de imprensa, com trampos em canais de tvs como Record, Cultura, Gazeta e mesmo na Rádio Eldorado. Seu romance de estreia “Separada e Dividida” traz tudo isso de vivencial, tudo junto e muito misturado (temperado) na obra, que quando lemos a “dança” dela também feito um twist de escrevivências, vemos um filme passando em nossa cabeça, mas, ao contrário, por exemplo, de Comer, Rezar e Amar, com Clélia Gorski é, literalmente isso mesmo: Correr, Zerar e Amar... Toda vida tem a estatura de uma peregrinação, para que busquemos nossa iluminação toda própria, peculiar, interior, por nossos próprios meios, escolhas, até o conduzimento de situações periclitantes da vida, para, então, evoluirmos e aprendermos com as trilhas, sofrências, erros e acertos, até o nosso refinamento íntimo, já que a borboleta nunca pode voltar a ser casulo. Sonhar dói? Alice no país das maravilhas, ou nesse mundo masculinizado em que o coelho diz que somos todos loucos? Ou é quando Alice não mora mais em si, mas no outro, no amor, e na dor, no conhecimento da dor, já que aprender é limar-se, evoluir, ter a iluminura?

 

"Na impossibilidade das lágrimas, choro tinta", diz um poeta paranaense, cujo nome me foge agora.  Mas é mais ou menos por aí, o belo historial todo do romance “Separada e Dividida” (Editora Talentos da Literatura Brasileira-SP),  da Jornalista Clélia Gorski. A narrativa tem todo um lado twister-escorpião, revelando, desvelando, feito um diário de percurso. Afinal, dançar, costurar, viajar (a logística da sobrevivência possível), cozinhar, planejar, e ser-estar-permanecer mãe acima e sobre todas as coisas, não está pra peixe, sereia, ninfa. E tudo isso, ainda, o lado feminino na florescência de um mundo masculinizado... Pensa que é fácil ser mulher moderna assim? Alice, a personagem central, narradora, meio psicóloga, meio filósofa, é tudo isso e muito mais, e ainda com a sua trilha sonora... no estúdio da alma. Ah a postura açucareira dessas mulheres de alto gabarito, quando sobem nos saltos, e nos ensinam a amar o amor...a sermos e parecermos mais humanos.  Mas, como se diz, quando estamos amargos, temos que rebolar, porque o açúcar está no fundo da xícara, e temos que mexer com ele, nos adoçando, apesar de tudo. A vaidade é um rímel na asa. Contrastes, cores, músicas, correrias, enfrentamentos, e Alice rebola na sua dança sobrevivencial, contando rupturas, amores, recomeços, idas e vindas... Como diria Elis Regina: “dançando na corda bamba sem sombrinha”, e ainda assim estimar, cismar, perquirir, vencer. Já pensou? E toma ioga, boxe, cursos, a reconstrução, a autoestima, a tal da resiliência. Separada e divorciada, dividida é pouco: multiplicada! Mulher moderna e brilhante é isso: precisa refluir a alma pra se coçar, se encantar, se reerguer das cinzas. Trabalha, estuda, faz cursos, musculação, faz esteira, pois é: socada, fatiada, mas nunca desistindo e sempre permanecendo ativa e vencedora, pois é uma mulher acima da média. “Resgatar-se é como dar uma festa, e ser, ao mesmo tempo, o anfitrião e o convidado mais esperado”, disse Marla Queiroz. Pois esse romance da Clélia Gorski, “Separada e Dividida”, é exatamente isso, um palco-vida-livro, com holofotes da alma guerreira se pronunciando em todas as palavras, cores, letras e músicas, meio Clarice Lispector, meio Cecilia Meireles, meio Hilda Hist, meio Silvia Plath, meio Cora Coralina, meio Adélia Prado, tudo moído, separado, flechado, escancarado (janelas abertas para o céu da busca?), tudo assim mesmo juntado e costurado com a fibra da peregrinação, a resina da luta, a anilina do tempo, e o próprio perfume de uma lutadora cheia de fé no próprio taco, e, ainda assim, moleca e cheia de graça e amor pra dar. Só as almas de açúcar cristal são felizes depois de tudo?

 

No livro a narrativa flui, e você embarca, e toma assento das buscas, das estimas, dos conflitos, dos desesperos, da mãe, da mulher, da Alice e sua brincadeira de ser feliz, de sua braveza para vencer etapas, de sua tentativa de conciliar várias situações com o eixo norteador de si mesma, mulher sujeita de seu próprio destino, com todas as enfrentações de percurso, feito um romance-vida que daria um filme, também, tipo assim: “ensina-me a sobreviver”. Ah a cara cara-metade, o olhar-se no espelho de Alice, ressentimentos, emoções aflorando, “mulher do século XXI que está prestar a virar pó, de tanto ser aspirada pelas milhares de tarefas a cumprir” (pg 31). As zonas de colisões, de acomodamentos. Você lê a alma da autora no que ela escreve... Ela se desnuda, mas, vencedora, no seu melhor momento. Ah o certo e o errado, as circunstancias e as atitudes, os cuidados e os vazios... a sorte (sorte?)... o destino (destino?) ... encontros e desencantos, correndo riscos, e a mão na massa... pois pinta e borda (vive!), brilha, aqui e ali, a vida de ponta-cabeça,  tentando fazer tudo sem começo, meio e fim, e acabar descobrindo que é um elo parte integrante de um todo cósmico que é eterno... e acabar tudo  em livro...  

Diz Evelin Pestana: “A dor emocional traz em si não apenas o que o outro não foi para nós, mas, sobretudo, o que não fomos para o outro. Entre o que esperávamos do outro e o que esperávamos de nós, nesse entre, podemos encontrar os recursos necessários para fazer da dor, caminhos. Está no "entre dores" a possibilidade de transformar nosso olhar em um olhar amoroso sobre nós mesmos”.  E depois,  como diz Pepino Di Capri, na romântica balada italiana “Il Mondo”(citada pela autora no livro): “O mundo//Não parou nunca um momento//A noite persegue sempre o dia//E o dia virá...” Alice não mora mais em si? Separada, fatiada, dividida, flechada, socada, costurada, reconstruída (iluminada), Alice não mora mais em si. Mas sua “almamãe”, sua alma avelã, mora na alma do mundo, a terra-mãe, ela mesma artesã de sua própria história de vida e de luta; e de conquistas, claro. O “líquido que jaz no repouso” (Alquimista da Alma, Poema da autora no livro, pg 186), mostra a obra depurada, liquida e certa, ela mesma, a autora/ (a personagem Alice?), entre a dor e a endorfina, e, romance de estreia, autobiográfico ou não, mas pondo as manguinhas de fora, e altiva –  no auge de sua vida-livro -   se dizendo presente como criativa escritora, e se assinando também ainda assim como competente romancista. Que aventura, que conto de fadas é a vida de uma mulher especial?  Ah, o final feliz é sempre aquele eterno e bendito Recomeçar...

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Silas Corrêa Leite – Poeta, blogueiro, professor, autor de GUTE-GUTE, Barriga Experimental de Repertório, Romance, Editora Autografia, RJ


BOX:

Livro “Separada e Dividida”, Romance, 188 páginas

Autora Clélia Gorski, Jornalista, Publicitária

Editora Novo Século/Selo Talentos da Literatura Brasileira, SP, 2015



terça-feira, 11 de agosto de 2015

GUTE GUTE, NOVO LIVRO DE SILAS CORREA LEITE


Literato Itarareense Premiado, Silas Correa Leite, Lança Novo Romance, GUTE-GUTE, Barriga Experimental de Repertório


 

LANÇAMENTO DE ROMANCE - Release

Contrações Do Novo Romance de Silas Corrêa Leite

“BARRIGA EXPERIMENTAL DE REPERTÓRIO, GUTE GUTE”

O menino/Desengonçado/Estende a mão (...)

As palavras?/As palavras mergulham...

                        In, Galeio, Francisco Marques, Petrópolis

 

Está no prelo, pela Editora Autografia do Rio de Janeiro, o romance GUTE GUTE, BARRIGA EXPERIMENTAL DE REPERTÓRIO, a mais nova “loucura literária” do polêmico (e premiado) literato Itarareense (poeta, ficcionista e blogueiro premiado), Silas Corrêa Leite, tachado pelo Antonio Abujamra (Programa Provocações/TV Cultura de SP), de “O Neomaldito da Web”, e que hoje está publicado em mais de 800 sites, vários links de renome, até na América espanhola, Europa e África.

O escritor, já autor de outros livros, todos “diferenciados”, por assim dizer, esteve em crise de saúde, de anos atrás até mais recentemente, após perder a matriarca querida em Itararé, tendo vivido tempos difíceis, mas, ainda assim e por isso mesmo, profícuo criador na sua “dorpoesia”, claro, e, ao bolar este romance “louco”, também por assim dizer, parece que ao escrevivê-lo se “livrou” de  tamanha tristeza e angústia. Ao escrever GUTE GUTE colocou toda amargura para fora de sua orfandade sofrida, daí surgindo, nascendo, aperfeiçoado enquanto romance e enquanto literatura de primeira, GUTE GUTE, Barriga Experimental de Repertório. Sorte dos leitores dele, e do grupo Leia Silas, que no Facebook beira cinco mil amigos.

O que uma criança na barriga gestora da mãe sente, como é que é a rotina do trono umbilical e seu entorno, as reinações da grávida chorando de barriga cheia, como o baby se comunica com a mãe dentro da barriga adjacente, como é que ele pode se comunicar com outras crianças superdotadas ou sensíveis em outras barrigas-valises passantes, em berçários-ninhais. Com amor, humor, entre alegrias e sofrências, o autor destila-se como ele mesmo fosse o filho da mãe, bendito fruto, e contasse desde a fase intrauterina de uma criança, até arrebentar-se na barriga do mundo. O hormônio da mãe, refletindo no baby, as relações e afetos maternos entronizados para todo o corpóreo em formação, pelo duto do cordão umbilical, feito uma navezinha em formação acoplada no planeta barriga.

O leitor vai se encantar, se emocionar, sentir-se criança de novo, se colocar no lugar do escritor, no lugar do bebê, de onde talvez nunca queria ter saído. Quem tem mãe não tem medo, disse Henfil. Mãe é Mãe, Coca Cola é Coca Cola, diz o mote ridente das redes sociais. Pois o escritor também, filho da mãe, conta como é ou como poderia ser (salvo pela imaginação?); dá voz ao baby, que, sim, antes de vir à luz, quer falar, quer dar à luz a sua interpretação de meio, gestão e expectativa de vida. Vivemos mesmo só nove meses? Ao ler o livro você vai se sentir na pele da mãe atiçada, como enjoos, com desejos; na pele do bebê atiçado, cheio de perguntamentos e quireras de entendimentos espaciais, e precoce; na pele do pai babão e manteiga derretida, corinthiano, e, claro, só podia, também na pele do escritor, em mais uma obra com a sua marca, a sua cara, a sua especialização entre surrealismo, realismo fantástico e invencionices fora do convencional, quando não assustadoramente criativas. Ser mãe é padecer no paraíso, disse o poeta. Ser filho é contar lorotas, peraltices, sentires, pensares e falares deste o ventre?

Este é o novo livro maluco beleza, essa é a obra. Sinta as contrações do parto do livro e do nenê espeloteado e traquinas, transpolar e hiperativo desde a fase barrigal. Já pensou? O que o bebê quer dizer, o que ele sente, pensa, imagina, cria, e espera. Entre sem bater. Tem gente. Bem-vindo à Barriga Experimental de Repertório de GUTE GUTE.

Logo o livro estará à venda online, no site da editora, em formato de ebook, para leitura no Kindle e mesmo em formato de EPUB.

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Cult-News, Release - La-goeldi@bol.com.br




 

 

 


terça-feira, 30 de dezembro de 2014

As Crônicas Maviosas de Andre Luiz Leite da Silva, Escritor de Itararé


Resenha Critica

AS CRÔNICAS MAVIOSAS DE ANDRE LUIZ LEITE DA SILVA DE ITARARÉ

“Não é no conhecimento que está o fruto,

é na arte de apreendê-lo”  - São Bernardo

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-Pensar filosoficamente, em tese, pode implicar em compreender as coisas, aqui e ali, de um modo geral, a princípio, por assim dizer, caótico (para os gregos, o caos consistia no abismo profundo, anterior a todo ordenamento), numa contínua busca de tentar compreender a realidade não como algo dado, pronto e resolvido, mas como algo a ser concebido. Com suporte narrativo nesses questionamentos desde o tear criativo inicial, o autor, querido amigo de infância, André Luiz Leite da Silva, servidor público na área de segurança pública (e, portanto, vivenciando a dura realidade de sequelas sociais perigritantes), e graduado em Filosofia, viaja textualmente na busca de tentar compreender e se inserir no pensamento contemporâneo do “humanus”, nesses tenebrosos tempos do politicamente correto, dentro do que poderíamos nominar de uma corrente filosófica humanista (depois do fim das chamadas utopias), e, porque não dizer, neoexistencialista, apontando crônicas pontuais e datadas que nos fazem pensar o sentir, sentir o pensar, refletir e avaliar o problematizado mundo pós-moderno, da individualidade sistematizada em cada um por si e salve-se quem puder, de infovias efêmeras, portanto, André Luiz, no escrever contextualiza assim o próprio pensar e o próprio sentir de uma maneira bem perspicaz, crítica, mas consistente e principalmente com belo vezo humanista, sintetizando em graciosa prosa poética até, o que pensa e sente a partir de leituras, observações, compreensões, acima e sobre todas as coisas tentando compreender a própria alma humana, mais do que ela compreende a si mesma. A vida é uma mentira na qual a civilização entre a Barbie e a barbárie ainda não tem consciência? Periga ver.

-Escrevendo o livro “...EU VEJO VOCÊ”, seleta de crônicas, não dá respostas, antes, aponta novos questionamentos contundentes. Não responde a perguntas, antes, implica em novas indagações no contexto do que narra. Não tem e nem traz verdades perfeitas, plenas e acabadas, em absoluto, mas, de per-si fere a própria pele nos perguntamentos cruciais. Parafraseando Benjamin, Peter Paul Pelbart dizia que não deveríamos nos deixar embalar por um determinismo tão apocalíptico quando complacente, mas que era “preciso escrever-se esse presente a contrapelo, e examinarmos as novas possibilidades de reversão vital que anunciam esse contexto”(...). O que é o conhecimento? O que é a realidade emergente? Qual o sentido da existência propriamente dita? Escovando os subterrâneos da consciência social, tentamos redescobrir o próprio encanto de perceber os moinhos e as pedras rolantes da vida, tentando compreendê-la e também como são as coisas, ou ainda não são... Ferreira Gullar cantava: “Uma parte de mim é permanente(...)/Outra parte/Linguagem...” (Traduzir-se). Existir, à que será que se destina, cantava Caetano Veloso. E ele mesmo, numa balada seguinte se respondia, na sua liberdade criativa: “Cada um sabe a dor e a delícia/De ser o que é...”. Escrever (criar) é isso: dar testemunho de visões de apuramentos interiores, buscas espirituais, a razão e a irrazão nas fermentações, com olhares viçados sobre o incompreensível. Na vida somos todos passageiros de angustias e resignações sublimadas? A verdadeira consciência é ser percebedor do mundo, no caso, percebedor imaginante, pensante, atuante. Filosofar é ser amante da sabedoria, e criar conceitos novos é o objetivo da filosofia, porque, segundo Aldous Huxley (in, Admirável Mundo Novo), a finalidade de todo condicionamento é fazer as pessoas amarem o destino social de que não podem escapar, e, falando sério, muitos ainda adoram regras, normas, redis, refis, currais, manadas, conceitos dinossáuricos e até mesmo religiões, como uma espécie assim de adestramento nas suas fantasias mal resolvidas, nas frustrações, neuras, irrealizações e incompletudes. A inquietude é a falsa medida de todas as coisas não compreendidas, e as sequelas disso inumanam o quase possível humano em nós? Ah as reservas de algum gomo neural selvagem dentro de nós, entre nós... A bem dizer, poderíamos citar o poema:

-“O rebanho trafega com tranquilidade o caminho: /é sempre uma surpresa ao rebanho que ele chegue/ao campo ou ao matadouro. /Nenhuma raiva /nenhuma esperança o rebanho leva, /pouco importa que a flor sucumba aos cascos /ou ainda que sobreviva. /Nenhuma pergunta o rebanho não diz: /até na sede ele é tranquilo /até na guerra ele é mudo - /o rebanho não pronuncia,/usa a luz mas nunca explica a sua falta /usa o alimento sem nunca se perguntar./Sobre o rebanho o sexo/que ele nunca explicava/e as fêmeas cobertas /recebem a fecundidade sem admiração. /A morte ele desconhece e a sua vida,/no rebanho não há companheiros /há cada corpo em si sem lucidez alguma(...)/O rebanho não vê a cara dos homens /aceita o caminho e vai escorrendo/num andar pesado sobre os campos”. (O REBANHO E O HOMEM, José Carlos Capinan).

-Em belas crônicas, de questionamentos intermitentes, tácitos ou contundentes, André Luiz revela a própria alma inquisidora, no contexto das inquietudes da vida e da sociedade hipócrita, tentando significar para si a razão de ser, de estar e de permanecer no mundo, e assim, de modo sutil ou irônico narra, tripudia, detona, questiona, implica e escreve sobre a sua compreensão dessa espécie no sublimado caos querendo organizar tudo, e relata as próprias relações da vida, e suas impurezas, de purgações a sentimentos de viver isso tudo, e, mais, sobreviver para fazer-se humanus entre pouco humanus ou pseudohumanus. Há olhos de ver e olhos de enxergar, diz o sofista. Ver e sentir pesam olhares sobre clarificações. Pensar o ver, pensar o sentir apurado, sensível, deu nisso. Crônicas de um tempo, de um lugar, dentro de um mundo que, quer queiram, quer não, ainda é um ponto de interrogação à beira do abismo. O ser humano? Bem, essa é questão, o ser e o não-ser, parafraseando Shakespeare. Monteiro Lobato dizia que o homem é a pior poluição do planeta terra, porque é uma poluição inteligente. A melhor filosofia é ser feliz? Ou a melhor filosofia é colocar o dedo na ferida disso tudo, feito uma antena da época, como preconizou Rimbaud?

-A vida também pode ser a arte do encanto de pensá-la, senti-la, nutrí-la de beleza e principalmente questioná-la a partir daqueles que têm uma opinião formada sobre tudo (Raul Seixas). Talvez, mas só talvez, então devamos num primeiro momento buscar a agregação para diálogos, o deguste zen-boêmico, seguindo as leis de Baco, nos posicionando em relação a tudo isso, trocadilhando o poeta roqueiro Renato Russo, sentenciando que, sim, “é preciso amar as pessoas/Como se não houvesse Wifi”(...). Perguntas nos trazem respostas com brumas, e depois outras novas perguntas,  assim, escrever não deixa de ser a filosofia de pensar a própria busca de nós conosco mesmo, nesses tempos que, sedentários e consumidores em potencial, não podemos deixar a comodidade, a insensibilidade e a paranoia continuarem vencendo. Resistir é preciso. Escrevendo que seja. E escrever é como acender fósforos, como pertencer-se a uma tribo na senda cósmica que acaba por fim sendo uma trincheira de resistência em assentos de refinamentos íntimos, nessa peregrinação que nunca acaba em nós, mas mostram almas vivas em jornadas espirituais, de, sim, tentar compreender a vida, o mundo, a civilização, a raça humana, ô raça! Leia e veja-se, pois, afinal, está escrito: “As batalhas nunca se ganham. Nem sequer são travadas. O campo da batalha só revela ao homem a sua própria loucura e desespero, e a história não é mais do que uma ilusão de filósofos e loucos”(William Faulkner, In, O Som e a Fúria).

Silas Correa Leite

O autor, ciberpoeta, blogueiro e professor, escreveu “O Reino do Barqueiro Noturno do Rio Itararé”, Romance, Editora Clube de Autores. Site: www.portas-lapsos.zip.net



sábado, 21 de setembro de 2013

GOTO, O Barqueiro Noturno do Rio Itararé



Resenha Critica
GOTO, Novo Romance de Silas Correa Leite
GOTO - A Lenda do Reino do Barqueiro Noturno do Rio Itararé
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Os seres humanos me assombram
Markus Zusak

Prosseguindo na sua bela carreira já provada brilhante, arrojada, sempre com surpreendentes idéias novas e fora do comum, o literato premiado Silas Correa Leite lança seu vigésimo livro, e, desta feita um Romance de mais de 400 páginas, denominado GOTO – A Lenda do Reino do Barqueiro Noturno do Rio Itararé. Uma obra literária que evoca a fauna ribeirinha de uma cidade boêmia, Itararé, terra do autor, com seus tantos eméritos contadores de causos do arco da velha, em que um estouvado menino deficiente físico ao ganhar idade fica com a missão de imitar o pai e levar passageiros no barco Faísca de Aladim do lado paulista do Rio Itararé, à uma cidadela no Paraná, Bom José da Versalhada que mais parece uma cabeça de burro.
O menino atiçado, sensível – sensitivo? – começa a baldear além de passageiros comuns a passageiros estranhos, e também começa ganhar mais do que o pai que é barqueiro durante o dia, e começam a acontecer coisas inexplicáveis, surreais, fantásticas, além do Goto, personagem principal do rio, sempre vir, ao raiar de cada manhã com um causo pra lá de interessante, do tipo história que povo conta, numa narração cênica, uma história pra contar pros velhos curiosos e sua platéia pais naquele ermo rural.
Os causos no começo são uma espécie assim de cinema mental dos velhos, depois começam a acontecer coisas, o menino parece conhecer a alma do rio, a alma da canoa, a alma da noite, a alma do lugar, aqueles cafundós. Chega a um termo em que, os causos não se sabe se são do passado, do presente, do futuro, e se ele estaria transportando além de passageiros notívagos, talvez, também almas penadas encalhadas nos desvãos de outros desmundos, que vêm no moço sensível, solícito e puro uma espécie de abridor de corações, destinos, mentes e vidas passadas, e deitam falatório enquanto ele ganha o rio levando a trazendo gente e não gente.
Nessas contações, cada dia um causo, Goto começa a reavaliar a vida, a sondar e criticar os pais, entrando na fase da adolescência e logo ficando jovem, mesmo aleijado, o remo do barco sendo sua sua muleta, nos finca-pés da canoa meio encantada tece sua vida, sua fuga, sua alma-rio. Uma espécie de terceira margem do rio Itararé com um sentido historial. Silas novamente surpreende nesse romance que levou cinco anos para ser elaborado, e os causos do arco da velha surpreendem ainda mais, mais a alma do menino sendo revelada assim como vão revelando, como o rio-alma do lugar para lá de um recanto rural em que o Judas perdeu o All-star.
Você se delicia com o alto estilo peculiar do autor na narrativa garbosa, com os causos que trazem a fala ribeirinha do contador náutico, mais as alegrias e tristezas disso, quando o lugar também começa receber gente que não são dessas paragens. A alma do Goto é exposta, seu sistemático e implicante pai com mão de pardal, sua mãe humilde que adora o filho doente – achando que ele é louco - que fala só por versinhos, e a canoa-imaginação vai singrando profundezas de momentos, almas, situações de conflitos e tudo mais.
Goto é isso: um romance literalmente de peso. O autor faz uma leitura territorial, humana e algo fantástico bem condizente com seu estilo e sintaxe própria, como se o lugar fosse assim uma espécie de encruzilhada de outra dimensão. Goto, feminino de gota, e sua história de vida, um inocente, puro e simples ser humano querendo andar nas palavras, saltar pocinhas nas falas, calcanhar de frigideira, andar de segura peido, e a cobrar além do custo da empreita pela viagem no rio Itararé, também um causo, uma história de lambuja, uma fala mansa para depois seu bico doce retratar empostando voz aos genitores. Silas Correa leite vai narrando as acontecências e lendo a alma-água do menino, pondo o leitor fervoroso a indagar o que é aquela tal contação de todo santo dia, o que realmente GOTO é ou pode ser, o que aquele lugar marcado de curva de rio fez dele, o que ele mesmo sonhou, sentiu, pensou e fez de si mesmo – na alma, no coração, no espírito, no psicossomático por décadas levando e trazendo o que mal sabe o que é ou ao é. A mãe submissa, o pai interesseiro, o rio com altas e marés e a canoa também meio encantada já conhecendo a fala do dono, e vai o romance bem proseado, como se fosse o autor, ele mesmo, uma espécie assim de Goto também.
História com começo, meio e fim, muito bem tramada, gostosa de se ler, densidade narrativa, o estilo todo próprio do autor elaborando um clássico que a obra se tornou, a sintaxe do autor apontando cargas de profundidade, neologismos, palavras recuperadas, situações clarificadas, pertinências e entornos, e mesmo a visita do outro lado do mundo de soldados do imperador, escravos nus, mais aparecimento de moedas franceses do tempo de Debret e Saint Hilaire (que passaram por Itararé) dando tons bonitos ao encorpamento da tessitura do livro.
GOTO ainda vai ser reconhecido como um dos melhores livros lançados por Silas Correa Leite. Jean-Paul Sartre dizia que ninguém é escritor por haver decidido dizer alguma coisa, mas por haver decidido dizê-las de determinado modo. Assim é Silas Correa Leite nessa obra prima que é O GOTO. Bem-vindo à lenda do reino encantado do barqueiro noturno na terceira margem do rio Itararé.
O livro está à venda como ebook ou como livro impresso no site:

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Antonio T. Gonçalves

quarta-feira, 11 de setembro de 2013

Não Deixe Que Te Tirem a Primavera, novo livro de Silas Correa Leite



Livro de Alta Ajuda em Alto Nível


NÃO DEIXE QUE TE TIREM A PRIMAVERA

NOVO LIVRO DO POETA E PROFESSOR SILAS CORREA LEITE

Um livro para ser lido com a alma e compreendido com o espírito inebriado, pois foi escrito com o coração. Um professor escritor, poeta e ficcionista premiado, usando-se da palavra como ferramenta construtivista e sensitiva, e do criar com e energia positiva, em lucidez limpa, trabalha textos inspirados que dão sustentação, vão amparar espiritualmente e tocar sentimentos, corações e mentes. Pois NÃO DEIXE QUE TE TIREM A PRIMAVERA é um livro que fará o leitor repensar a vida página por pagina, rever conceitos com amor, com fé e esperança, enfrentando muito melhor os problemas, as dificuldades, conflitos e situações amargas. Nem sempre se vê lágrimas no escuro, diz a balada romântica. Viver é lutar, disse o poeta. O autor sola silêncios, toca situações revisitadas, e ampara lucidamente pelo que narra em verso e prosa, dando assim suporte para a alma carente em busca de uma saída, uma luz, refrigerando-se a partir da leitura, coroando-se assim com um novo prisma além das enfrentações intimas. NÃO DEIXE QUE TE TIREM A PRIMAVERA tem esse fito primordial: ser uma válvula de escape, ser uma saída emergente, uma busca calorosa e confortante, uma leitura rica. Você nunca mais vai ser o mesmo depois da leitura deste livro. Afinal, diz o próprio autor, “Somos Todos Sementes. Quantos de Nós, Serão Flores & Frutos, e Recriarão Para Sempre, a Eterna PRIMAVERA?
Quando você já não se cabe mais em si, a palavra de conforto é importante. Quando a barra pesada de viver quer provocar arrebentações; esmorecimento, tristeza e dor, você precisa se tocar, se reerguer, expandir horizontes; ganhar forças, meditando, orando, batalhando para então poder ganhar espaços em busca de paz, de luz e de esperança como inteligência da vida. Eis o livro de um autor todo especial, plantador de sonhos no canteiro das escrevivências, que sonha um humanismo de resultados. NÃO DEIXE QUE TE TIREM A PRIMAVERA empolga, acalenta, diz a que veio no sentido primordial de servir e ajudar. Você vai ler e se sentir em casa, se sentir em você mesmo, se sentir de novo em si, ter um sustentáculo de incentivo e da própria palavra empenhada, para, com esperança reviçada prosseguir, remar contra a maré, vencer obstáculos, sair-se de si com grandeza e tentar outra vez que a luta é sempre e, como se diz, às vezes temos mesmo que matar um leão por dia. NÃO DEIXE QUE TE TIREM A PRIMAVERA, tenha essa base narrativa primordial. Este livro veio sendo escrito ao longo de trinta anos, e os textos maviosos já serviram de conforto e incentivo de alta ajuda, em momentos preciosos em que o autor foi tocado a ajudar e se vez valer de suas palavras e narrativas, alguns trabalhos publicados em sites, jornais, revistas, fanzines, blogs, alguns até traduzidos para publicações no exterior, em outras línguas, inclusive. Os textos assim vão nominados como A Força Que Noz Alerta, Voe de Volta Pra mim, Salmo Para Uma Amiga Poeta (escrito as pressas para uma amiga que pensava em se matar) e outros. Leia o Livro. Você se emocionar, vai gostar.
Antonio T. Gonçalves

O livro NÃO DEIXE QUE TE TIREM A PRIMAVERA como ebook ou mesmo impresso, está disponível no site
OU: