terça-feira, 30 de dezembro de 2014

As Crônicas Maviosas de Andre Luiz Leite da Silva, Escritor de Itararé


Resenha Critica

AS CRÔNICAS MAVIOSAS DE ANDRE LUIZ LEITE DA SILVA DE ITARARÉ

“Não é no conhecimento que está o fruto,

é na arte de apreendê-lo”  - São Bernardo

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-Pensar filosoficamente, em tese, pode implicar em compreender as coisas, aqui e ali, de um modo geral, a princípio, por assim dizer, caótico (para os gregos, o caos consistia no abismo profundo, anterior a todo ordenamento), numa contínua busca de tentar compreender a realidade não como algo dado, pronto e resolvido, mas como algo a ser concebido. Com suporte narrativo nesses questionamentos desde o tear criativo inicial, o autor, querido amigo de infância, André Luiz Leite da Silva, servidor público na área de segurança pública (e, portanto, vivenciando a dura realidade de sequelas sociais perigritantes), e graduado em Filosofia, viaja textualmente na busca de tentar compreender e se inserir no pensamento contemporâneo do “humanus”, nesses tenebrosos tempos do politicamente correto, dentro do que poderíamos nominar de uma corrente filosófica humanista (depois do fim das chamadas utopias), e, porque não dizer, neoexistencialista, apontando crônicas pontuais e datadas que nos fazem pensar o sentir, sentir o pensar, refletir e avaliar o problematizado mundo pós-moderno, da individualidade sistematizada em cada um por si e salve-se quem puder, de infovias efêmeras, portanto, André Luiz, no escrever contextualiza assim o próprio pensar e o próprio sentir de uma maneira bem perspicaz, crítica, mas consistente e principalmente com belo vezo humanista, sintetizando em graciosa prosa poética até, o que pensa e sente a partir de leituras, observações, compreensões, acima e sobre todas as coisas tentando compreender a própria alma humana, mais do que ela compreende a si mesma. A vida é uma mentira na qual a civilização entre a Barbie e a barbárie ainda não tem consciência? Periga ver.

-Escrevendo o livro “...EU VEJO VOCÊ”, seleta de crônicas, não dá respostas, antes, aponta novos questionamentos contundentes. Não responde a perguntas, antes, implica em novas indagações no contexto do que narra. Não tem e nem traz verdades perfeitas, plenas e acabadas, em absoluto, mas, de per-si fere a própria pele nos perguntamentos cruciais. Parafraseando Benjamin, Peter Paul Pelbart dizia que não deveríamos nos deixar embalar por um determinismo tão apocalíptico quando complacente, mas que era “preciso escrever-se esse presente a contrapelo, e examinarmos as novas possibilidades de reversão vital que anunciam esse contexto”(...). O que é o conhecimento? O que é a realidade emergente? Qual o sentido da existência propriamente dita? Escovando os subterrâneos da consciência social, tentamos redescobrir o próprio encanto de perceber os moinhos e as pedras rolantes da vida, tentando compreendê-la e também como são as coisas, ou ainda não são... Ferreira Gullar cantava: “Uma parte de mim é permanente(...)/Outra parte/Linguagem...” (Traduzir-se). Existir, à que será que se destina, cantava Caetano Veloso. E ele mesmo, numa balada seguinte se respondia, na sua liberdade criativa: “Cada um sabe a dor e a delícia/De ser o que é...”. Escrever (criar) é isso: dar testemunho de visões de apuramentos interiores, buscas espirituais, a razão e a irrazão nas fermentações, com olhares viçados sobre o incompreensível. Na vida somos todos passageiros de angustias e resignações sublimadas? A verdadeira consciência é ser percebedor do mundo, no caso, percebedor imaginante, pensante, atuante. Filosofar é ser amante da sabedoria, e criar conceitos novos é o objetivo da filosofia, porque, segundo Aldous Huxley (in, Admirável Mundo Novo), a finalidade de todo condicionamento é fazer as pessoas amarem o destino social de que não podem escapar, e, falando sério, muitos ainda adoram regras, normas, redis, refis, currais, manadas, conceitos dinossáuricos e até mesmo religiões, como uma espécie assim de adestramento nas suas fantasias mal resolvidas, nas frustrações, neuras, irrealizações e incompletudes. A inquietude é a falsa medida de todas as coisas não compreendidas, e as sequelas disso inumanam o quase possível humano em nós? Ah as reservas de algum gomo neural selvagem dentro de nós, entre nós... A bem dizer, poderíamos citar o poema:

-“O rebanho trafega com tranquilidade o caminho: /é sempre uma surpresa ao rebanho que ele chegue/ao campo ou ao matadouro. /Nenhuma raiva /nenhuma esperança o rebanho leva, /pouco importa que a flor sucumba aos cascos /ou ainda que sobreviva. /Nenhuma pergunta o rebanho não diz: /até na sede ele é tranquilo /até na guerra ele é mudo - /o rebanho não pronuncia,/usa a luz mas nunca explica a sua falta /usa o alimento sem nunca se perguntar./Sobre o rebanho o sexo/que ele nunca explicava/e as fêmeas cobertas /recebem a fecundidade sem admiração. /A morte ele desconhece e a sua vida,/no rebanho não há companheiros /há cada corpo em si sem lucidez alguma(...)/O rebanho não vê a cara dos homens /aceita o caminho e vai escorrendo/num andar pesado sobre os campos”. (O REBANHO E O HOMEM, José Carlos Capinan).

-Em belas crônicas, de questionamentos intermitentes, tácitos ou contundentes, André Luiz revela a própria alma inquisidora, no contexto das inquietudes da vida e da sociedade hipócrita, tentando significar para si a razão de ser, de estar e de permanecer no mundo, e assim, de modo sutil ou irônico narra, tripudia, detona, questiona, implica e escreve sobre a sua compreensão dessa espécie no sublimado caos querendo organizar tudo, e relata as próprias relações da vida, e suas impurezas, de purgações a sentimentos de viver isso tudo, e, mais, sobreviver para fazer-se humanus entre pouco humanus ou pseudohumanus. Há olhos de ver e olhos de enxergar, diz o sofista. Ver e sentir pesam olhares sobre clarificações. Pensar o ver, pensar o sentir apurado, sensível, deu nisso. Crônicas de um tempo, de um lugar, dentro de um mundo que, quer queiram, quer não, ainda é um ponto de interrogação à beira do abismo. O ser humano? Bem, essa é questão, o ser e o não-ser, parafraseando Shakespeare. Monteiro Lobato dizia que o homem é a pior poluição do planeta terra, porque é uma poluição inteligente. A melhor filosofia é ser feliz? Ou a melhor filosofia é colocar o dedo na ferida disso tudo, feito uma antena da época, como preconizou Rimbaud?

-A vida também pode ser a arte do encanto de pensá-la, senti-la, nutrí-la de beleza e principalmente questioná-la a partir daqueles que têm uma opinião formada sobre tudo (Raul Seixas). Talvez, mas só talvez, então devamos num primeiro momento buscar a agregação para diálogos, o deguste zen-boêmico, seguindo as leis de Baco, nos posicionando em relação a tudo isso, trocadilhando o poeta roqueiro Renato Russo, sentenciando que, sim, “é preciso amar as pessoas/Como se não houvesse Wifi”(...). Perguntas nos trazem respostas com brumas, e depois outras novas perguntas,  assim, escrever não deixa de ser a filosofia de pensar a própria busca de nós conosco mesmo, nesses tempos que, sedentários e consumidores em potencial, não podemos deixar a comodidade, a insensibilidade e a paranoia continuarem vencendo. Resistir é preciso. Escrevendo que seja. E escrever é como acender fósforos, como pertencer-se a uma tribo na senda cósmica que acaba por fim sendo uma trincheira de resistência em assentos de refinamentos íntimos, nessa peregrinação que nunca acaba em nós, mas mostram almas vivas em jornadas espirituais, de, sim, tentar compreender a vida, o mundo, a civilização, a raça humana, ô raça! Leia e veja-se, pois, afinal, está escrito: “As batalhas nunca se ganham. Nem sequer são travadas. O campo da batalha só revela ao homem a sua própria loucura e desespero, e a história não é mais do que uma ilusão de filósofos e loucos”(William Faulkner, In, O Som e a Fúria).

Silas Correa Leite

O autor, ciberpoeta, blogueiro e professor, escreveu “O Reino do Barqueiro Noturno do Rio Itararé”, Romance, Editora Clube de Autores. Site: www.portas-lapsos.zip.net



sábado, 21 de setembro de 2013

GOTO, O Barqueiro Noturno do Rio Itararé



Resenha Critica
GOTO, Novo Romance de Silas Correa Leite
GOTO - A Lenda do Reino do Barqueiro Noturno do Rio Itararé
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Os seres humanos me assombram
Markus Zusak

Prosseguindo na sua bela carreira já provada brilhante, arrojada, sempre com surpreendentes idéias novas e fora do comum, o literato premiado Silas Correa Leite lança seu vigésimo livro, e, desta feita um Romance de mais de 400 páginas, denominado GOTO – A Lenda do Reino do Barqueiro Noturno do Rio Itararé. Uma obra literária que evoca a fauna ribeirinha de uma cidade boêmia, Itararé, terra do autor, com seus tantos eméritos contadores de causos do arco da velha, em que um estouvado menino deficiente físico ao ganhar idade fica com a missão de imitar o pai e levar passageiros no barco Faísca de Aladim do lado paulista do Rio Itararé, à uma cidadela no Paraná, Bom José da Versalhada que mais parece uma cabeça de burro.
O menino atiçado, sensível – sensitivo? – começa a baldear além de passageiros comuns a passageiros estranhos, e também começa ganhar mais do que o pai que é barqueiro durante o dia, e começam a acontecer coisas inexplicáveis, surreais, fantásticas, além do Goto, personagem principal do rio, sempre vir, ao raiar de cada manhã com um causo pra lá de interessante, do tipo história que povo conta, numa narração cênica, uma história pra contar pros velhos curiosos e sua platéia pais naquele ermo rural.
Os causos no começo são uma espécie assim de cinema mental dos velhos, depois começam a acontecer coisas, o menino parece conhecer a alma do rio, a alma da canoa, a alma da noite, a alma do lugar, aqueles cafundós. Chega a um termo em que, os causos não se sabe se são do passado, do presente, do futuro, e se ele estaria transportando além de passageiros notívagos, talvez, também almas penadas encalhadas nos desvãos de outros desmundos, que vêm no moço sensível, solícito e puro uma espécie de abridor de corações, destinos, mentes e vidas passadas, e deitam falatório enquanto ele ganha o rio levando a trazendo gente e não gente.
Nessas contações, cada dia um causo, Goto começa a reavaliar a vida, a sondar e criticar os pais, entrando na fase da adolescência e logo ficando jovem, mesmo aleijado, o remo do barco sendo sua sua muleta, nos finca-pés da canoa meio encantada tece sua vida, sua fuga, sua alma-rio. Uma espécie de terceira margem do rio Itararé com um sentido historial. Silas novamente surpreende nesse romance que levou cinco anos para ser elaborado, e os causos do arco da velha surpreendem ainda mais, mais a alma do menino sendo revelada assim como vão revelando, como o rio-alma do lugar para lá de um recanto rural em que o Judas perdeu o All-star.
Você se delicia com o alto estilo peculiar do autor na narrativa garbosa, com os causos que trazem a fala ribeirinha do contador náutico, mais as alegrias e tristezas disso, quando o lugar também começa receber gente que não são dessas paragens. A alma do Goto é exposta, seu sistemático e implicante pai com mão de pardal, sua mãe humilde que adora o filho doente – achando que ele é louco - que fala só por versinhos, e a canoa-imaginação vai singrando profundezas de momentos, almas, situações de conflitos e tudo mais.
Goto é isso: um romance literalmente de peso. O autor faz uma leitura territorial, humana e algo fantástico bem condizente com seu estilo e sintaxe própria, como se o lugar fosse assim uma espécie de encruzilhada de outra dimensão. Goto, feminino de gota, e sua história de vida, um inocente, puro e simples ser humano querendo andar nas palavras, saltar pocinhas nas falas, calcanhar de frigideira, andar de segura peido, e a cobrar além do custo da empreita pela viagem no rio Itararé, também um causo, uma história de lambuja, uma fala mansa para depois seu bico doce retratar empostando voz aos genitores. Silas Correa leite vai narrando as acontecências e lendo a alma-água do menino, pondo o leitor fervoroso a indagar o que é aquela tal contação de todo santo dia, o que realmente GOTO é ou pode ser, o que aquele lugar marcado de curva de rio fez dele, o que ele mesmo sonhou, sentiu, pensou e fez de si mesmo – na alma, no coração, no espírito, no psicossomático por décadas levando e trazendo o que mal sabe o que é ou ao é. A mãe submissa, o pai interesseiro, o rio com altas e marés e a canoa também meio encantada já conhecendo a fala do dono, e vai o romance bem proseado, como se fosse o autor, ele mesmo, uma espécie assim de Goto também.
História com começo, meio e fim, muito bem tramada, gostosa de se ler, densidade narrativa, o estilo todo próprio do autor elaborando um clássico que a obra se tornou, a sintaxe do autor apontando cargas de profundidade, neologismos, palavras recuperadas, situações clarificadas, pertinências e entornos, e mesmo a visita do outro lado do mundo de soldados do imperador, escravos nus, mais aparecimento de moedas franceses do tempo de Debret e Saint Hilaire (que passaram por Itararé) dando tons bonitos ao encorpamento da tessitura do livro.
GOTO ainda vai ser reconhecido como um dos melhores livros lançados por Silas Correa Leite. Jean-Paul Sartre dizia que ninguém é escritor por haver decidido dizer alguma coisa, mas por haver decidido dizê-las de determinado modo. Assim é Silas Correa Leite nessa obra prima que é O GOTO. Bem-vindo à lenda do reino encantado do barqueiro noturno na terceira margem do rio Itararé.
O livro está à venda como ebook ou como livro impresso no site:

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Antonio T. Gonçalves

quarta-feira, 11 de setembro de 2013

Não Deixe Que Te Tirem a Primavera, novo livro de Silas Correa Leite



Livro de Alta Ajuda em Alto Nível


NÃO DEIXE QUE TE TIREM A PRIMAVERA

NOVO LIVRO DO POETA E PROFESSOR SILAS CORREA LEITE

Um livro para ser lido com a alma e compreendido com o espírito inebriado, pois foi escrito com o coração. Um professor escritor, poeta e ficcionista premiado, usando-se da palavra como ferramenta construtivista e sensitiva, e do criar com e energia positiva, em lucidez limpa, trabalha textos inspirados que dão sustentação, vão amparar espiritualmente e tocar sentimentos, corações e mentes. Pois NÃO DEIXE QUE TE TIREM A PRIMAVERA é um livro que fará o leitor repensar a vida página por pagina, rever conceitos com amor, com fé e esperança, enfrentando muito melhor os problemas, as dificuldades, conflitos e situações amargas. Nem sempre se vê lágrimas no escuro, diz a balada romântica. Viver é lutar, disse o poeta. O autor sola silêncios, toca situações revisitadas, e ampara lucidamente pelo que narra em verso e prosa, dando assim suporte para a alma carente em busca de uma saída, uma luz, refrigerando-se a partir da leitura, coroando-se assim com um novo prisma além das enfrentações intimas. NÃO DEIXE QUE TE TIREM A PRIMAVERA tem esse fito primordial: ser uma válvula de escape, ser uma saída emergente, uma busca calorosa e confortante, uma leitura rica. Você nunca mais vai ser o mesmo depois da leitura deste livro. Afinal, diz o próprio autor, “Somos Todos Sementes. Quantos de Nós, Serão Flores & Frutos, e Recriarão Para Sempre, a Eterna PRIMAVERA?
Quando você já não se cabe mais em si, a palavra de conforto é importante. Quando a barra pesada de viver quer provocar arrebentações; esmorecimento, tristeza e dor, você precisa se tocar, se reerguer, expandir horizontes; ganhar forças, meditando, orando, batalhando para então poder ganhar espaços em busca de paz, de luz e de esperança como inteligência da vida. Eis o livro de um autor todo especial, plantador de sonhos no canteiro das escrevivências, que sonha um humanismo de resultados. NÃO DEIXE QUE TE TIREM A PRIMAVERA empolga, acalenta, diz a que veio no sentido primordial de servir e ajudar. Você vai ler e se sentir em casa, se sentir em você mesmo, se sentir de novo em si, ter um sustentáculo de incentivo e da própria palavra empenhada, para, com esperança reviçada prosseguir, remar contra a maré, vencer obstáculos, sair-se de si com grandeza e tentar outra vez que a luta é sempre e, como se diz, às vezes temos mesmo que matar um leão por dia. NÃO DEIXE QUE TE TIREM A PRIMAVERA, tenha essa base narrativa primordial. Este livro veio sendo escrito ao longo de trinta anos, e os textos maviosos já serviram de conforto e incentivo de alta ajuda, em momentos preciosos em que o autor foi tocado a ajudar e se vez valer de suas palavras e narrativas, alguns trabalhos publicados em sites, jornais, revistas, fanzines, blogs, alguns até traduzidos para publicações no exterior, em outras línguas, inclusive. Os textos assim vão nominados como A Força Que Noz Alerta, Voe de Volta Pra mim, Salmo Para Uma Amiga Poeta (escrito as pressas para uma amiga que pensava em se matar) e outros. Leia o Livro. Você se emocionar, vai gostar.
Antonio T. Gonçalves

O livro NÃO DEIXE QUE TE TIREM A PRIMAVERA como ebook ou mesmo impresso, está disponível no site
OU:





sábado, 8 de junho de 2013

O NOVO LIVRO DE DOROTHY JANSSON MORETTI


Pequena Resenha Critica

Instantâneos, de Dorotthy Jansson Moretti
A Poeta Que Também Tem uma Prosa de Doces Memórias

“Só pela arte podemos sair de nós mesmos”

Marcel Proust

Falar da portentosa literatura em verso e prosa da professora e escritora premiada Dorotthy Jansson Moretti, é entrar numa praia vasta de tantos sóis, auroras e crepúsculos, prelúdios e paletas que os próprios méritos curriculares dela já endossam literalmente como doces memórias de um tempo chamado longe, lembrança de momentos, pessoas, alegranças e lugares...

DOROTHY  JANSSON  MORETTI Nasceu em Três Barras, SC, indo morar na cidade de Itararé, SP, aos dois anos de idade. Fez o Curso Primário no "Grupo Escolar de Itararé", hoje chamado "Tomé Teixeira". Continuou os estudos em Castro e Londrina, PR, onde paralelamente lecionou Inglês, graduando-se posteriormente em São Paulo, Capital.

Começou a escrever poesias aos dezesseis anos, fazendo acrósticos em álbuns de recordações de pessoas amigas. Esporadicamente  escrevia artigos para os jornais "O Itararé"(extinto), Tribuna de Itararé e para  "O Guarani". Mudou-se para Sorocaba, SP, em 1956, e nessa cidade publicou durante algum tempo, poesias e crônicas nos jornais locais   "Cruzeiro do Sul", "Diário de Sorocaba" e "Folha de Sorocaba" (extinto). Em 1970 mudou-se para a capital de São Paulo, tendo lecionado Inglês em cinco escolas dessa cidade: No "Colégio Anglicano de Santo Amaro", no "Ginásio Estadual de Vila Leopoldina", no "Colégio Estadual Profa. Marina Cintra", no "Colégio Estadual  Amadeu Amaral", e no "Instituto Mackenzie", onde se aposentou em 1987. É Sócia Honorária da Academia Sorocabana de Letras, pertence à Academia Petropolitana de Poesia "Raul de Leoni", à União Brasileira de Trovadores, e à Casa do Poeta  "Lampião de Gás" de São Paulo, da qual foi Secretária Geral no biênio  1987-1988, bem como do jornal poético da Casa, o "Fanal", onde continua escrevendo poesias e trovas.  Publica, ainda hoje, crônicas e poemas nos jornais de Itararé “O Guarani” e “Tribuna de Itararé”. Tem poemas publicados em jornais, revistas e antologias de alguns estados brasileiros. Participou de inúmeros concursos, alguns internacionais, tendo recebido troféus e diplomas na capital e no interior de São Paulo, e em várias capitais e cidades de outros estados. Recebeu Medalha de Honra ao Mérito no Colégio "Amadeu Amaral", da capital, por ter feito a letra do Hino dessa escola, bem como  o histórico e a poesia em comemoração aos setenta anos de sua fundação, em 1979. Recebeu Diploma de Honra ao Mérito, de Poeta do Mês e de Musicista , na Casa do Poeta, onde colaborava nas reuniões lítero-musicais, declamando poesias, cantando e tocando piano.

Recebeu ainda da Casa do Poeta de São Paulo, diploma e medalha de Sócia Benemérita  "Por seu importante destaque como benemérita defensora da cultura e difusão das Artes Poemáticas" (dizeres textuais do diploma), honraria que muito a sensibiliza. Mudou-se em 1989 para Curitiba, PR, e nessa cidade publicou seu primeiro livro, "Frasco Vazio", pequena seleção de algumas de suas trovas premiadas. Em parceria com o Maestro Gerson Gorski Damaceno, fez a letra do Hino a Itararé, lançado a 28 de Agosto de 1989, como hino oficial da cidade. Na mesma data, aniversário de Itararé, recebeu seu Título de Cidadã Itarareense.  O Elos Clube de Itararé (Comunidade Lusíada Internacional)  concedeu-lhe Diploma de Sócia Honorária, títulos ambos, que muito a sensibilizam e dignificam. Em 1995 voltou a residir na cidade de Sorocaba, SP, onde, no ano  2000,  publicou um livro de sonetos intitulado "Folhas Esparsas",  do qual  em 2006 fez uma 2a. edição;  no ano 2002 publicou um livreto intitulado "Trovas ao Vento”, e em 2006 um outro também de trovas, intitulado  “Chá da Tarde”, que lhe valeu, em 2007, na categoria Poesia, o “Prêmio Anual Sorocaba de Literatura – Categoria Poesia”.    Dorothy ganhou dezenas de outros prêmios de renome, diversas Menções Honrosas, Menções Especiais, ganhou também dezenas de importantes concursos de Trova
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Pois todo esse nada breve preâmbulo, tendo em vista um espetacular currículo fora de série, aqui até resumido, fez parte da participação dela, a Literata Premiada Dorotthy, com causos, historias e crônicas, da Primeira Antologia de Prosa de Itararé, por mim idealizada e editada pela All-Print(SP), o livro ASSIM ESCREVEM OS ITARAREEENSES, quando ela nos honrou com sua maviosa participação. Assim, quando recebi um exemplar de seu belo e novo livro INSTATÂNEOS, Editora Dialeto, Edição 2013, com um magnífico trabalho-técnico-editorial  e belo prefacio do Poeta, Trovador e Conferencista, Thalma Tavares, fiquei muito feliz com a oportunidade de graciosa leitura dessa literatura de primeiro quilate.

O novo livro INSTANTÂNEOS, em bela edição de 160 páginas, tem mais de cinquenta retratos de apanhados de memórias da Dorothy, numa leveza de narrativa que parece que a autora toma o leitor pela mão, e vai contando causos, acontecências singulares, relembrando, tecendo parágrafos, prismas, barulhezas e sacadas de memórias que com sua arte de bem narrar, encantando e cativando, toca o leitor. Ah, a poeta premiadíssima também proseia em alto estilo. Desde muito menino que no meu rincão de Itararé-SP, Santa Itararé das Artes, Letras, Músicas e Imagens, que a conheci, e soube-a declamando poemas, cantando, tocando piano, atriz talentosa, de tradicional família de Itararé, quando fui amigo de seu clã, de seus sobrinhos e amigos admiradores, me tornei seu fã, porque, além da bela e brilhante personalidade de Itararé, um coração de ouro e um talento fora de série, agora também revelado nesses instantâneos, livro com belas imagens e ótimo trabalho editorial, como fotografias de sua sensibilidade colhendo frutos de um tempo chamado longe, retratos de um povo, um lugar, saudosas lembrança que ela nos proseia com garbo, em alto estilo e todo poético nas contações.

Dorotthy é isso: A professora, a pessoa, a artista. Instantâneos é mais um grande livro dela, entre tantos, e a apresenta proseadora de particularidades, imagens e palavras, sentimentos e a qualidade técnico-narrativa de quem sabe o que conta, de quem coloca a alma no que cria, valorando a arte de escrever, o que pincela com sua luz de criadora de mão cheia. Bravo!

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Cyber Poeta Silas Correa Leite
Blog premiado do UOL: www.portas-lapsos.zip.net

sexta-feira, 26 de abril de 2013